quinta-feira, 16 abr. 2026

Prazo para apoios à reconstrução de casas afetadas pelo mau tempo termina a 7 de abril

Governo tem intenção de acelerar o processo de apoio às famílias afetadas pelas tempestades que atingiram Portugal no início do ano
Prazo para apoios à reconstrução de casas afetadas pelo mau tempo termina a 7 de abril

O prazo para apresentação de candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações próprias e permanentes afetadas pelo mau tempo termina a 7 de abril. A decisão consta de um despacho do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, publicado na segunda-feira.

O anúncio surge dias depois de o Governo ter reconhecido atrasos na atribuição dos apoios às famílias afetadas pelas tempestades que atingiram o país no início do ano.

“Concluímos que aos cidadãos com casas danificadas o dinheiro está a demorar a chegar. O nosso objetivo é acelerar o processo o mais possível”, afirmou Manuel Castro Almeida, assumindo o compromisso de concluir os processos até 30 de junho.

Segundo o governante, das cerca de 30 mil candidaturas apresentadas, apenas 3.200 foram decididas, o que representa pouco mais de 10% do total.

Pagos apenas 4 milhões de 250 milhões disponíveis

Apesar de estarem disponíveis 250 milhões de euros, distribuídos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, apenas quatro milhões de euros foram pagos até ao momento.

O Executivo pretende agora acelerar a análise dos processos e garantir que os apoios chegam às famílias dentro do prazo estabelecido.

As candidaturas dizem respeito aos danos provocados pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, que atingiram Portugal continental entre o final de janeiro e fevereiro.

Desde 28 de janeiro, registaram-se 19 mortes, além de centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade dos acidentes mortais ocorreram durante trabalhos de recuperação.

Os temporais provocaram ainda a destruição total ou parcial de milhares de habitações, empresas e infraestruturas, além de cortes de energia, água e comunicações, inundações e prejuízos avaliados em milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.