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A escalada de tensão entre Israel e o Irão voltou a intensificar-se. O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, avisou que qualquer líder escolhido para substituir o aiatola Ali Khamenei poderá tornar-se um alvo militar.
“Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos e o mundo livre, e oprimir o povo iraniano, será um alvo inequívoco para eliminação”, afirmou Katz.
O governante acrescentou ainda que a identidade do sucessor não fará diferença. “Não importa qual seja o seu nome ou onde se esconda”, declarou.
As declarações surgem num momento sensível para Teerão, que está a preparar a sucessão do líder supremo após a morte de Ali Khamenei. O processo é conduzido pela Assembleia de Peritos, o órgão religioso responsável por escolher o novo líder da República Islâmica.
Enquanto decorre esse processo, o país está a ser gerido por um conselho de liderança temporário. Entre os membros encontra-se o aiatola Alireza Arafi, ao lado do presidente Massoud Pezeshkian e do chefe do poder judicial, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei.
Nos bastidores da política iraniana, vários nomes estão a ser apontados como possíveis sucessores. Entre eles surge Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder supremo, apontado por analistas como um dos favoritos dentro do regime.
A ameaça de Israel surge num contexto de escalada militar na região, com ataques, retaliações e receios de um conflito mais amplo no Médio Oriente.