sexta-feira, 08 mai. 2026

IA está a criar “um número enorme de empregos” e exige adaptação dos profissionais

A Inteligência Artificial (IA) está a impulsionar a criação de empregos à escala global, com investimentos recorde e novas oportunidades em várias áreas. O CEO da Nvidia defende que a tecnologia pode transformar o mercado de trabalho, mas exige novas competências
IA está a criar “um número enorme de empregos” e exige adaptação dos profissionais

A Inteligência Artificial (IA) está a gerar uma nova vaga de emprego e a transformar profundamente o mercado de trabalho. A garantia foi dada por Jensen Huang, líder da Nvidia, durante a Milken Global Conference 2026, que decorre em Los Angeles.

“Todas as empresas de IA estão a contratar que nem loucas”, afirmou o executivo, sublinhando o ritmo acelerado de crescimento de um setor que tem atraído investimentos históricos. Só no último ano, foram aplicados cerca de 100 mil milhões de dólares em ‘startups’, valor que, segundo Huang, se traduziu diretamente na criação de empregos.

Nova realidade exige adaptação dos profissionais

Esta crescente integração da IA no mercado de trabalho aumenta o nível de exigência para candidatos e profissionais, pelo que, mais do que nunca, adaptar competências e apresentar um perfil competitivo é essencial para aproveitar as novas oportunidades.

Neste contexto, ferramentas digitais podem desempenhar um papel decisivo. O avaliador de CV surge como um recurso útil para quem procura emprego ou pretende mudar de carreira, permitindo analisar e otimizar currículos de forma prática.

Veja aqui o avaliador de currículos

Melhorar a qualidade e a relevância do CV aumenta de forma significativa as hipóteses de sucesso num mercado cada vez mais competitivo e influenciado pela tecnologia. Num cenário em que a IA cria novas oportunidades, mas também redefine exigências, preparação pode ser o fator determinante para o emprego.

Com a IA, as oportunidades estão a surgir em várias frentes, desde a engenharia de software à construção de centros de dados, passando pela produção industrial de circuitos integrados. Para o líder da Nvidia esta dinâmica pode mesmo representar uma oportunidade de reindustrialização e modernização de infraestruturas críticas, como a rede energética.

Apesar do entusiasmo, o responsável reconhece que persistem receios quanto ao impacto da IA no emprego. “A minha maior preocupação é assustarmos as pessoas ao ponto de a IA se tornar impopular e não ser utilizada”, alertou.

Huang admite que haverá uma transformação profunda do mercado laboral, com a eliminação de alguns postos de trabalho e a criação de outros. “Todos os empregos vão ser afetados”, afirmou, defendendo que as novas gerações terão de desenvolver competências em IA para garantir sucesso profissional.

O executivo sublinhou ainda a importância da regulação, sobretudo em setores sensíveis. Exemplos como a saúde ou os veículos autónomos exigem regras claras e mecanismos de segurança robustos, defendeu.