A Dacia repete uma forma bem conhecida e de grande sucesso com este SUV, que cumpre na perfeição as necessidades familiares, segue a onda da sustentabilidade e tem uma relação preço/equipamento muito interessante, capaz de ir buscar clientes à concorrência.
O design pode não ser o mais apelativo pelas formas angulares e aspeto robusto, muito habitual nos SUV, mas é evidente a identificação com outros modelos da marca, em particular o Duster.
O habitáculo é sóbrio e está conectado com as necessidades digitais. Os acabamentos são satisfatórios, embora predominem os plásticos duros, mas isso é normal num modelo que não foi pensado para impressionar, mas para ser prático. A grande mais valia do Bigster é o espaço interior, sobretudo no banco traseiro, onde três adultos viajam à vontade. Destaque para a ampla bagageira (546 litros), que satisfaz as exigências familiares e dispõe de porta elétrica. A capacidade de carga aumenta substancialmente com o rebatimento total, ou em partes, do banco traseiro, permitindo transportar objetos com 2,7 m de comprimento. A posição de condução ligeiramente elevada permite ter boa visibilidade da estrada.
A versão Journey dispõe de equipamento que contribui para o bem-estar a bordo, caso do condicionado automático bizona, teto de abrir panorâmico, painel de instrumentos digital com 10,1 polegadas, sistema Android Auto e Apple CarPlay e Media Nav Live, que inclui sistema de som Arkamys com seis altifalantes, entre outros elementos. A tarefa do condutor fica facilitada com a regulação elétrica do banco e com os sistemas de ajuda à condução, nomeadamente travagem automática de emergência, cruise control adaptativo, sensores de chuva, sistema de ajuda ao estacionamento traseiro e câmara de visão traseira e comutação automática das luzes de estrada/cruzamento.
A motorização híbrida assenta no motor 1.8 a gasolina (107 cv), associado a dois motores elétricos, alimentados por uma bateria de 1,2 kWh. O motor elétrico principal (50 cv) destina-se a movimentar as rodas, o segundo (20 cv) serve de motor de arranque/gerador e aciona a caixa de velocidades, o resultado é uma potência combinada de 155 cv.
A condução em cidade no modo elétrico é agradável e pode representar uma economia de combustível até 40%. Quando passamos para a estrada, o motor térmico responde com rapidez e as recuperações são eficazes. De salientar que a
passagem entre os dois modos é discreta numa condução tranquila. A caixa automática multimodo tem um desempenho satisfatório, já que é suave a passar de relação. O Dacia Bigster atinge os 180 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 s. O consumo médio de 5,8 l/100 km é bastante aceitável, com um interessante registo de 4,4 l/100 km em cidade. Com este consumo médio e um depósito de 50 litros, a autonomia pode ultrapassar os 800 km!
A suspensão deste SUV familiar privilegia o conforto dos ocupantes. Fazendo uma condução sem grandes pressas, o comportamento é neutro e inspira a máxima confiança a quem está ao volante, já que praticamente não se sente a volumetria da carroçaria em estradas sinuosas. A direção elétrica é leve em cidade, mas em estrada é pouco consistente. A travagem mostra-se eficaz em qualquer situação.
O Dacia Bigster Hybrid 155 está disponível a partir dos 29.950 euros. A versão Journey custa 32.800 euros, o acréscimo de preço é justificado pelo elevado nível de equipamento.