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As vendas no mercado nacional de medicamentos atingiram 3,850 mil milhões de euros em 2025, registando um crescimento de 10% face ao ano anterior. O setor, que integra empresas dedicadas ao fabrico de preparações farmacêuticas, apresentou também um forte desempenho ao nível do comércio externo.
Segundo dados divulgados pela Informa D&B, a balança comercial do setor alcançou em 2025 um saldo positivo próximo dos 1,6 mil milhões de euros, impulsionado sobretudo pelo forte aumento das exportações.
As vendas ao exterior cresceram 41,1%, enquanto as importações avançaram 9,5%.
A Alemanha ultrapassou os EUA e tornou-se o principal destino das exportações farmacêuticas portuguesas, concentrando cerca de 51% das vendas externas do setor.
O mercado alemão surge assim destacado dos restantes parceiros comerciais.
Além de liderar como principal cliente externo, a Alemanha mantém também a posição de maior fornecedor internacional do setor farmacêutico português, representando aproximadamente 20% das importações.
Seguem-se Espanha e França entre os principais países de origem das compras ao exterior.
Apesar do crescimento da atividade, o número de empresas dedicadas à fabricação de especialidades farmacêuticas em Portugal voltou a diminuir em 2024.
Segundo os dados da Informa D&B, existiam 131 empresas no setor, prolongando uma tendência de descida iniciada em 2022.
Ainda assim, o emprego continua a aumentar nas principais empresas farmacêuticas.
As 38 maiores companhias do setor empregavam cerca de 7.600 trabalhadores em 2024, o que representa um crescimento de 6,5% face a 2023 e um aumento próximo de 30% em comparação com 2017.
O distrito de Lisboa concentra a maioria dos principais operadores do setor farmacêutico nacional.
Segundo o estudo, cerca de 85% das 40 maiores empresas — incluindo fabricantes e importadores sem produção em Portugal — estão sediadas na região da capital.