terça-feira, 18 ago. 2026

Um em cada três portugueses não tem dinheiro para uma semana anual de férias fora de casa

Portugal continua acima da média da União Europeia no número de pessoas sem capacidade financeira para passar uma semana de férias fora de casa. Enquanto no conjunto dos 27 Estados-membros a realidade afeta cerca de um em cada quatro cidadãos, em Portugal o problema atinge quase um terço da população.
Um em cada três portugueses não tem dinheiro para uma semana anual de férias fora de casa

Quase um em cada três portugueses não tem capacidade financeira para suportar uma semana de férias anuais fora de casa, revelam os mais recentes dados divulgados pelo Eurostat.

De acordo com o gabinete europeu de estatística, 31,3% da população portuguesa encontrava-se nesta situação em 2025. Apesar de representar uma melhoria face aos 35,2% registados em 2024, Portugal continua acima da média da União Europeia, onde esta realidade afeta 27% dos cidadãos.

Os números mostram que, apesar da evolução positiva, milhões de portugueses continuam sem conseguir suportar financeiramente um período mínimo de descanso fora da residência habitual.

Diferenças entre países continuam acentuadas

Portugal surge entre os países europeus onde esta dificuldade continua a ser mais expressiva, embora abaixo de Estados como a Roménia, a Bulgária ou a Grécia.

No extremo oposto da tabela estão países como o Luxemburgo, a Suécia e os Países Baixos, onde apenas uma pequena percentagem da população afirma não conseguir pagar uma semana de férias por ano.

Indicador mede capacidade financeira das famílias

O indicador do Eurostat avalia a percentagem de pessoas que não consegue suportar a despesa de uma semana anual de férias fora de casa, sendo utilizado como um dos indicadores europeus das condições de vida e da capacidade financeira das famílias.

Os dados agora divulgados mostram uma ligeira recuperação em Portugal, mas evidenciam que o país continua acima da média europeia neste indicador, refletindo as dificuldades económicas que ainda afetam uma parte significativa da população.