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O turismo de cruzeiros em Portugal gerou 940 milhões de euros em 2025 e sustentou cerca de 9.800 postos de trabalho, confirmando o peso crescente desta indústria na economia nacional.
De acordo com a Cruise Lines International Association (CLIA), cerca de 80 mil portugueses escolheram este tipo de férias no último ano, o que representa um crescimento de 7,3% face a 2024 e reforça a tendência de aumento da procura, tanto em Portugal como no resto da Europa.
O setor contribuiu com 410 milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB), sendo que a maior fatia do impacto direto resulta das compras feitas pelas companhias de cruzeiros em território nacional, no valor de 174 milhões de euros.
Já os gastos de passageiros e tripulações atingiram os 150 milhões de euros, com efeitos diretos no comércio e serviços locais, sobretudo nas cidades portuárias.
Europa perto dos 9 milhões de passageiros
No contexto europeu, o turismo de cruzeiros aproximou-se dos nove milhões de passageiros em 2025. O Mediterrâneo continua a ser o destino mais procurado, concentrando cerca de 45% da procura, seguido das Caraíbas, Bahamas e Bermudas.
A CLIA destaca ainda que este tipo de turismo tem impacto prolongado:
64% dos passageiros pernoitam nas cidades de embarque ou escala
Cerca de 70% participa em excursões em terra
E 60% regressa mais tarde aos destinos visitados
O passageiro português de cruzeiros tem, em média, 48 anos e opta por viagens com duração de cerca de oito dias, um perfil que se tem mantido consistente nos últimos anos.
Investimento e transição energética
O setor continua também a apostar na modernização e sustentabilidade. Segundo a CLIA, 57% dos novos navios encomendados já estão equipados com motores multifuel, capazes de operar com diferentes tipos de combustível.
Para 2026, está prevista a entrada em operação de oito novos navios, num investimento global de 6,6 mil milhões de dólares (cerca de 5,6 mil milhões de euros).
Citado no comunicado, o diretor-executivo da CLIA Europa, Nikos Mertzanidis, sublinha que os cruzeiros “permitem descobrir destinos e criar ligações duradouras”, destacando o caráter organizado e previsível deste tipo de turismo e o seu impacto positivo nas economias locais.