terça-feira, 09 jun. 2026

Tribunal de Contas aprova compra histórica de 153 comboios para a CP por mais de mil milhões de euros

O Tribunal de Contas aprovou o reforço do contrato da CP para a compra de 153 novos comboios num investimento superior a mil milhões de euros. O Governo garante tratar-se da maior aquisição ferroviária de sempre em Portugal
Tribunal de Contas aprova compra histórica de 153 comboios para a CP por mais de mil milhões de euros

O Tribunal de Contas aprovou o aditamento ao contrato de aquisição de 153 automotoras para a CP - Comboios de Portugal, num investimento total de 1.064 milhões de euros que o Governo classifica como o maior de sempre na compra de comboios em Portugal.

Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o contrato celebrado entre a CP, a multinacional francesa Alstom e a portuguesa DST prevê a aquisição de 98 automotoras urbanas e 55 regionais.

O objetivo passa por modernizar e reforçar a oferta ferroviária em diferentes regiões do país.

Inicialmente, o contrato contemplava 117 automotoras, mas foi agora reforçado com mais 36 unidades, elevando o total para 153 comboios.

Com esta alteração, o valor global do contrato aumentou de 746 milhões para 1.064 milhões de euros, distribuídos entre 2025 e 2031.

Além do reforço da frota, o calendário de entrega foi igualmente antecipado, prevendo-se agora que a última composição seja entregue em 2031, dois anos antes do inicialmente previsto.

Citado em comunicado, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, destacou a aposta do executivo na ferrovia.

“Há mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio. A forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável”, afirmou.

O governante acrescentou ainda que “a mobilidade tem de ser sinónimo de inclusão” e defendeu a necessidade de atrair mais passageiros para os transportes públicos através do aumento da oferta ferroviária.

Os primeiros novos comboios deverão começar a chegar a Portugal em 2029.

O contrato prevê também produção nacional, através da instalação de uma fábrica em Matosinhos, associada ao projeto industrial da Alstom e da DST.

Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, a iniciativa poderá criar cerca de 300 postos de trabalho diretos e aproximadamente 1.500 indiretos, contribuindo para o reforço da indústria ferroviária nacional e para o desenvolvimento de competências técnicas no setor.