Os trabalhadores da Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) iniciaram esta segunda-feira uma greve parcial que se prolonga até ao próximo dia 25 de junho, numa ação de protesto que visa pressionar a administração da empresa e a Câmara Municipal de Lisboa a apresentarem uma proposta de valorização salarial considerada mais justa pelos funcionários.
A paralisação prevê duas horas de greve por dia ao longo de quatro dias consecutivos. Assim, no primeiro turno a paralisação será das 10:00 às 12:00, depois das 15:30 às 17:30, ambos os horários com piquetes de greve junto à sede da EMEL, na freguesia lisboeta do Lumiar. Para os trabalhadores do turno da noite a paralisação será das 18:00 às 20:00, enquanto o turno da madrugada parará entre as 06:00 e as 08:00.
O dirigente sindical Orlando Gonçalves, do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, em declarações à Lusa, diz esperar "uma grande participação dos trabalhadores".
De acordo com o dirigente, o conselho de administração da EMEL continua a insistir numa atualização salarial de 25 euros, um valor que os trabalhadores não aceitam e consideram "inaceitável".
Os representantes sindicais acusam a administração de falta de abertura negocial e criticam a recusa em apresentar uma proposta que acompanhe o aumento do custo de vida na capital.
Novo plenário marcado para depois da greve
Os trabalhadores já anunciaram a realização de um novo plenário para o dia 26 de junho, data em que será feito um balanço da paralisação e poderão ser decididas novas formas de luta caso não exista evolução nas negociações.