As tempestades que atingiram Portugal entre o final de janeiro e meados de fevereiro continuam a ter forte impacto económico. De acordo com a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), já foram pagos 303 milhões de euros em indemnizações, podendo o total de prejuízos ultrapassar os 1.000 milhões.
Segundo a APS, foram participados cerca de 185 mil sinistros junto das seguradoras, com uma estimativa atual de 983 milhões de euros em danos indemnizáveis — valor que deverá crescer.
Até agora, cerca de 95 mil processos já foram encerrados ou tiveram adiantamentos, refletindo o esforço das seguradoras em acelerar os pagamentos.
Habitação concentra maiores perdas
As habitações representam a maior fatia dos prejuízos, com perdas estimadas em 481 milhões de euros, dos quais 223 milhões já foram pagos.
A APS sublinha, contudo, que o processo de indemnização exige o cumprimento de procedimentos legais e contratuais, para garantir que os pagamentos são feitos de forma justa e correta.
O concelho de Leiria lidera em volume de perdas, com 36.843 sinistros e prejuízos estimados em 307 milhões de euros, dos quais 93 milhões já pagos.
Seguem-se a Marinha Grande, com 112 milhões de euros em danos (36,5 milhões pagos), e Pombal, com prejuízos de 72 milhões (25 milhões pagos).
Presidente quer acelerar apoios
O balanço surge no dia em que o Presidente da República, António José Seguro, iniciou uma “Presidência Aberta” nas regiões afetadas.
Durante uma visita à Sertã, o chefe de Estado afirmou que o objetivo é acelerar os apoios, estimular a recuperação e garantir que as populações afetadas veem os seus problemas resolvidos com rapidez.
As seguradoras garantem que continuarão a processar indemnizações e adiantamentos “com a maior rapidez possível”, embora alertem para a complexidade de alguns processos.