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A TAP Air Portugal tem atualmente cerca de 47% das necessidades de combustível para 2026 cobertas através de instrumentos de proteção de risco (‘hedging’), um nível ainda inferior ao registado por várias companhias aéreas europeias concorrentes.
A informação foi divulgada esta segunda-feira na apresentação dos resultados do primeiro trimestre da transportadora portuguesa, num contexto marcado pela pressão sobre os preços do petróleo e do combustível de aviação devido às tensões geopolíticas no Médio Oriente.
Apesar de representar uma melhoria face aos cerca de 40% identificados em abril, a TAP continua abaixo das principais rivais europeias em matéria de cobertura de combustível.
Segundo os dados divulgados anteriormente, a Air France-KLM apresentava uma cobertura próxima de 85% para os 12 meses seguintes, enquanto a Ryanair tinha 84%, a Lufthansa cerca de 76%, a easyJet entre 65% e 70% e a IAG, dona da Iberia e da British Airways, cerca de 62%.
A TAP refere manter “uma estratégia consistente” de cobertura de combustível baseada numa implementação faseada, procurando equilibrar previsibilidade de custos no curto prazo com flexibilidade perante a evolução dos mercados.
A companhia explica ainda que uma parte significativa da carteira de cobertura está estruturada através de opções financeiras, evitando o bloqueio total dos preços e permitindo beneficiar de eventuais descidas futuras do preço do ‘jet fuel’.
A pressão sobre os custos energéticos ganhou relevância nas últimas semanas devido ao risco de perturbações no abastecimento internacional relacionadas com o estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
A TAP sublinha também que opta por uma estratégia de cobertura direta de combustível de aviação, em vez de recorrer a instrumentos associados ao petróleo bruto ou a outros refinados, considerando tratar-se de uma mitigação de risco “mais precisa e eficaz”.
Apesar da cobertura existente, a companhia admite que os preços do combustível deverão continuar a pressionar os resultados nos próximos trimestres. Para compensar parte desse impacto, prevê medidas como ajustamentos tarifários, controlo de custos e gestão disciplinada da capacidade.
A empresa liderada por Luís Rodrigues refere ainda que as reservas mantêm uma “dinâmica resiliente”, sobretudo nos mercados da América do Sul e da América do Norte, considerados estratégicos para o crescimento das receitas.
A TAP destaca igualmente que não tem exposição direta a zonas de conflito no Médio Oriente e que mantém medidas ativas de mitigação operacional, incluindo planeamento flexível da frota.
Segundo a companhia, 71% da frota Airbus é composta por aeronaves NEO, mais eficientes em termos de consumo de combustível.