sexta-feira, 12 jun. 2026

TAP reduz perdas no 1.º trimestre para 39,9 milhões 

A companhia acrescenta que a evolução das reservas se mantém resiliente, sustentando níveis elevados de ocupação e melhoria das receitas unitárias e antevê que "o enorme impacto dos preços de combustível pressionará os próximos trimestres".
TAP reduz perdas no 1.º trimestre para 39,9 milhões 

Os prejuízos da TAP caíram para 39,9 milhões de euros no 1.º trimestre do ano, uma recuperação que a companhia aérea atribui ao papel de mercados como a América do Sul e América do Norte. No 1.º trimestre de 2025, a companhia aérea tinha registado um prejuízo de 108,2 milhões de euros. O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações atingiu os 895,5 milhões de euros, enquanto o resultado operacional liquido, que inclui as depreciações e amortizações, foi de -36,1 milhões, uma melhoria de 92,6 milhões e 83,1 milhões de euros, respetivamente, face ao primeiro trimestre de 2025.

Neste período, a empresa registou um crescimento de 11% das receitas operacionais, para 914,4 milhões de euro, impulsionadas sobretudo pelo aumento das receitas de passagens e pela melhoria das receitas unitárias, num contexto de crescimento da capacidade (+3,9%).

Durante o primeiro trimestre do ano, a companhia aérea transportou 3,7 milhões de passageiros (+6,4%) e operou 27,3 mil voos (+1,5%).

O tráfego cresceu acima da capacidade, permitindo uma melhoria do 'load factor' para 83,5% (+4,8 pontos percentuais), com destaque para os mercados da América do Sul e América do Norte.

A TAP revela ainda que manteve "uma posição de liquidez sólida" de 879,8 milhões de euros, a 31 de março de 2026.

No âmbito do Plano de Reestruturação, a TAP recorda que avançou, após o fecho do trimestre, com a adjudicação da venda da Cateringpor ao Grupo Gate Gourmet e com a assinatura dos acordos para a alienação da totalidade da participação na SPdH à Menzies Aviation Portugal, operações que se encontram em curso.

A companhia acrescenta que a evolução das reservas se mantém resiliente, sustentando níveis elevados de ocupação e melhoria das receitas unitárias e antevê que "o enorme impacto dos preços de combustível pressionará os próximos trimestres", sendo parcialmente mitigado por "uma gestão disciplinada da capacidade, controlo de custos e ajustamentos de 'pricing' via taxa de combustível".

O CEO, Luís Rodrigues, considera que os resultados conseguidos no arranque do ano mostram a capacidade da TAP "para executar com disciplina e responder às prioridades operacionais".

"Este desempenho reflete o foco na execução estratégica, com os mercados da América do Sul e da América do Norte a continuarem a desempenhar um papel determinante no crescimento", acrescenta o responsável, que destaca o contexto exigente, com pressões no custos e desafios operacionais.