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O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) manifestou o seu desagrado em relação à postura laboral que a Lufthansa, uma das candidatas à privatização da TAP, depois de a empresa ter terminado "de forma abrupta e unilateral o acordo sobre os dias de atividade sindical com os representantes do VC – Vereinigung Cockpit, o sindicato dos pilotos alemães. Esta decisão constitui uma clara restrição ao exercício da atividade sindical e configura uma prática de Union Busting".
De acordo com esta estrutural sindical, "esta rescisão abrupta e unilateral constitui uma rutura inaceitável com uma prática internacionalmente estabelecida e um claro e inaceitável ataque aos princípios fundamentais de um diálogo social responsável e de elevada qualidade", referindo que essa postura ganha outros contornos pelo facto "de a Lufthansa ser um potencial futuro acionista da TAP".
E acrescenta: "Não é aceitável que um eventual proprietário adote táticas de enfraquecimento sindical ou mantenha uma relação pouco ética e pouco construtiva com os seus trabalhadores" e face a esse cenário enviou uma carta ao ministro das Infraestruturas e Habitação a alertar para esta situação.
"Continuaremos a acompanhar o desenrolar desta situação com a máxima atenção e a defender, com firmeza, os direitos dos Pilotos e de toda a aviação civil portuguesa", acrescenta.