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O lucro do Santander Portugal no ano passado manteve-se praticamente inalterado em relação a 2024 com a instituição financeira a apresentar um resultado de 963,8 milhões de euros. A margem financeira ultrapassou 1,3 mil milhões, uma queda de 12%, o que reflete a descida das taxas de juros.
Ainda assim, esta descida foi compensada pelo aumento das comissões cobradas que registaram um crescimento de 7,1% para 484,3 milhões com o banco ainda liderado por Pedro Castro e Almeida a justificar com a subida da base de clientes.
Os resultados com operações financeiras (mais 77% para 37,3 milhões) e a redução das provisões que passou de uma perda de 64 milhões para um valor positivo de 3,4 milhões ajudaram a compensar a queda da margem financeira.
Já os custos operacionais subiram 0,6% para 530,7 milhões de euros, com as despesas com pessoal a subirem 3,8% para 302,4 milhões.
Por seu lado, o crédito (bruto) ascendeu a 54,1 mil milhões de euros (+7,5% face ao período homólogo, em que a carteira de crédito à habitação disparou 8,6% para 25,3 mil milhões de euros, enquanto o crédito às empresas subiu 6,5% para 26,5 mil milhões. Em relação à garantia pública para jovens, o Santander já recebeu 37 mil pedidos e já concedeu 1,1 mil milhões de euros em crédito para a compra de casa por parte dos jovens — os jovens representaram metade das novas operações de crédito no ano passado. O banco já pediu um reforço da sua quota de garantia pública.
Os recursos de clientes crescem 7,1% em termos homólogos, para 49,2 mil milhões de euros com os depósitos a ultrapassarem os 39 mi milhões de euros. Números que, segundo a instituição financeira, revelam «uma aposta numa estratégia de diversificação de soluções de investimento reflete a evolução positiva tanto nos depósitos como nos recursos fora de balanço»