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Um ano após o apagão elétrico que afetou todo o país, a restauração continua sem qualquer compensação pelos prejuízos registados. A afirmação foi feita pela PRO.VAR ao lembrar que, na altura, foi contactada pelo ministério da Economia para quantificar os danos sofridos, referindo que esse levantamento foi realizado e entregue ao Governo, incluindo uma proposta concreta de apoio, baseada nas perdas efetivas de mercadorias e na quebra de faturação.
“Recorde-se que o setor sofreu prejuízos significativos, nomeadamente pela perda de produtos perecíveis, carnes, peixes, mariscos e bens congelados, resultantes da falha de energia, bem como uma redução abrupta da atividade nesse período”, acrescentando ainda que, apesar disso, e passados doze meses, não foi atribuída qualquer compensação às empresas afetadas.
“Este não é um caso isolado. Também os apoios anunciados pelo Governo em janeiro, relacionados com as perdas acumuladas durante o período da pandemia, continuam por concretizar. Cinco anos de espera, veio de novo a esperança, mas volvidos cerca de quatro meses, o setor continua à espera”, acusa.
A associação chama ainda a atenção para o facto de a restauração em Portugal atravessar hoje um dos momentos mais exigentes das últimas décadas. “Não por falta de procura, mas por incapacidade crescente de resposta, fruto de um aumento contínuo e descontrolado dos custos, a que se junta uma carga fiscal desajustada da realidade do setor”.
E acrescenta: “O problema não está apenas nos números, está no terreno. Está nas empresas que todos os dias lutam para manter portas abertas, numa atividade de mão de obra intensiva, com forte incorporação de valor nacional e sem margem para absorver sucessivos choques”, referindo ainda que o setor “precisa de previsibilidade, de equidade e de medidas concretas que reconheçam a sua importância económica e social”.
Nesse sentido, a PRO.VAR irá reunir de novo, na próxima semana, com o ministério das Finanças, “com o objetivo de reforçar, uma vez mais, a urgência de atuação do Governo, quer ao nível dos apoios de emergência ao setor, quer ao nível das reformas estruturais que há muito se impõem”.