quarta-feira, 15 abr. 2026

Preços do gás e petróleo voltam a subir com conflito no Médio Oriente... e não há previsões de melhoria

A Guarda Revolucionária Iraniana assumiu o controlo total do estreito de Ormuz, proibindo a passagem de navios europeus, norte-americanos e israelitas.
Preços do gás e petróleo voltam a subir com conflito no Médio Oriente... e não há previsões de melhoria

Os preços do petróleo e gás continuam a subir e não há previsões de abrandamento com o novo conflito no Médio Oriente.

Os preços do petróleo Brent e do gás acordaram esta quinta-feira com uma subida de 1,6% e mais de 5%, respetivamente. Durante a madrugada, registou-se uma nova vaga de ataques iranianos, bem como o controlo do Teerão sob o estreito de Ormuz, impedindo que navios norte-americanos, europeus e israelitas passem pela maior rota marítima do mundo.

O preço do petróleo Brent por barril está agora nos 83,81 dólares (cerca de 72 euros). A sexta-feira anterior ao conflito já tinha tido o valor mais elevado dos últimos sete meses, registando 72 dólares por barril (cerca de 61 euros).

Também as bolsas europeias acordaram com quedas moderadas, exceto a de Londres, que poderá ficar em terreno positivo.

A variação de preços repentina resulta da operação "Fúria Épica", lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão no passado sábado. Os ataques resultaram na morte do ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irão desde 1989. A direção do país está agora ao encargo do Conselho de Liderança Iraniano.

Entre os países afetados por retaliações estão Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Desde sábado, pelo menos 1.114 civis foram mortos no Irão, de acordo com dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA). A agência diz ainda que 181 eram crianças. Do lado dos países aliados de Israel e Estados Unidos, morreram seis soldados norte-americanos no Kuwait, onde também morreram dois militares e uma criança, além da morte de dez israelitas. Há uma outra vítima mortal no Bahrein.