Preço dos medicamentos vão ter de subir "mais tarde ou mais cedo" afirma João Almeida Lopes, presidente da APIFARMA

A inflação, o aumento dos custos de produção e transporte, e a pressão internacional liderada pelos Estados Unidos são fatores que obrigam o setor a uma revisão inevitável dos preços.
Preço dos medicamentos vão ter de subir "mais tarde ou mais cedo" afirma João Almeida Lopes, presidente da APIFARMA

Os preços dos medicamentos poderão ter de subir “mais tarde ou mais cedo”, segundo a APIFARMA, que aponta a inflação, o aumento dos custos de produção e transporte, e a pressão internacional liderada pelos Estados Unidos como fatores que estão a empurrar o setor para uma revisão inevitável dos preços. O alerta foi deixado por João Almeida Lopes, presidente da associação que representa a indústria farmacêutica em Portugal, numa entrevista à Antena 1 / RTP e ao Jornal de Negócios.

O atual modelo europeu, e em particular o português, está cada vez mais pressionado por uma realidade em que os medicamentos continuam a ser vendidos a preços relativamente baixos na Europa, enquanto os custos de fabrico, embalagem, energia, logística e distribuição continuam a aumentar. Ao mesmo tempo, cresce o debate internacional sobre a diferença de preços entre a Europa e os Estados Unidos, onde os medicamentos, sobretudo os mais inovadores, são tradicionalmente mais caros.

Segundo João Almeida Lopes, a subida dos preços não será necessariamente abrupta ou generalizada de um dia para o outro, mas a tendência parece, para a indústria, inevitável. A APIFARMA sustenta que a conjugação entre inflação persistente, instabilidade internacional e custos industriais mais elevados acabará por refletir-se no preço final dos medicamentos, ainda que esse impacto possa variar entre segmentos do mercado.