terça-feira, 18 ago. 2026

Preço da eletricidade atinge máximo dos últimos quatro meses. Julho pode ser o mais caro desde o apagão ibérico

Na altura do apagão, a Península Ibérica reforçou os mecanismos de segurança da rede elétrica, o que trouxe custos associados.
Preço da eletricidade atinge máximo dos últimos quatro meses. Julho pode ser o mais caro desde o apagão ibérico

A tendência dos preços da eletricidade está a apontar para uma subida nos próximos meses: esta semana, já atingiram o valor mais elevado dos últimos quatro meses no mercado ibérico.

Os valores utilizados para o cálculo da análise do jornal Expresso são os praticados pelo Operador do Mercado Ibérico de Eletricidade (OMIE), a entidade que gere e organiza o mercado diário e intradiário de eletricidade em Portugal e Espanha.

Esta segunda-feira, o preço da eletricidade ultrapassa os 200 euros por megawatt/hora.

Posto isto, prevê-se que o mês de julho possa ser o mais caro desde o apagão ibérico de abril do ano passado. Nessa altura, a Península Ibérica reforçou os mecanismos de segurança da rede elétrica, o que trouxe custos associados.

Quais os motivos desta subida?

A análise do jornal Expresso indica a falta de vento como a principal explicação, uma vez que impacta diretamente a produção eólica. Para a substituir, recorre-se mais às centrais de gás, que produzem eletricidade a um custo superior. 

O impacto não vai chegar a todos da mesma forma

Se tiver um contrato com preço fixo, esse manter-se-á até à data da renovação, mesmo que o preço no mercado sofra alterações. Apenas os clientes com tarifas indexadas ao mercado irão sentir as oscilações.