Portugal vai receber, nos dias 2 e 3 de julho, a maior reunião internacional dedicada ao setor do azeite. O Olive Oil World Congress (OOWC) decorrerá no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, reunindo especialistas, investigadores, produtores e empresas de vários países.
Depois da estreia em Madrid, em 2024, o congresso escolheu agora Portugal para acolher a segunda edição, num reconhecimento da crescente relevância do país na produção e exportação de azeite.
A iniciativa é organizada pela Agrifood Comunicación e pretende promover a discussão dos principais desafios e oportunidades que o setor enfrenta a nível global.
Alterações climáticas e inteligência artificial em debate
Ao longo de dois dias, os participantes vão analisar temas considerados estratégicos para o futuro da fileira oleícola.
Entre os assuntos em destaque estarão a adaptação às alterações climáticas, a transformação digital das explorações agrícolas e a utilização da inteligência artificial na produção e gestão do setor.
O congresso pretende ainda fomentar a partilha de conhecimento científico e técnico entre diferentes mercados e realidades produtivas.
Governo destaca importância do setor
Citado em comunicado, o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, considera que a escolha de Portugal para acolher o evento representa um reconhecimento internacional do percurso feito pelo setor nas últimas décadas.
"Um dos principais produtores e exportadores mundiais de azeite, resultado de anos de investimento, modernização, inovação tecnológica e aposta na qualidade", afirmou o governante.
Segundo os dados divulgados pelo Governo, a campanha oleícola de 2025/2026 deverá atingir uma produção próxima das 179 mil toneladas, um volume semelhante ao registado no ano anterior.
Um setor estratégico para a economia
José Manuel Fernandes sublinhou ainda o impacto económico e territorial da produção de azeite em Portugal.
"O setor oleícola é hoje um ativo estratégico para Portugal. Para além da sua relevância económica e exportadora, desempenha um papel fundamental na coesão dos territórios rurais, na sustentabilidade ambiental e na competitividade do setor agroalimentar nacional. Num contexto internacional cada vez mais exigente, é essencial continuar a investir na inovação, no conhecimento e na criação de condições que permitam ao setor manter a sua trajetória de crescimento e afirmação internacional", afirmou.
A realização do congresso em Lisboa deverá colocar Portugal no centro das atenções de um dos setores mais relevantes da agricultura mediterrânica, numa altura em que os desafios climáticos e tecnológicos estão a redefinir o futuro da produção mundial de azeite.