quarta-feira, 13 mai. 2026

Portugal entre os destinos mais procurados pelos europeus em 2026, com turismo a crescer 17%

A tendência atual aponta para menos viagens, estadias mais curtas e orçamentos mais controlados, influenciados pela incerteza económica e pelo impacto do conflito no Médio Oriente
Portugal entre os destinos mais procurados pelos europeus em 2026, com turismo a crescer 17%

Portugal consolidou-se como um dos destinos preferidos dos europeus para viajar na primavera e no verão de 2026, integrando o grupo de países do sul da Europa que registam um aumento conjunto de 17% na procura turística face ao ano anterior.

De acordo com um relatório da European Travel Commission (ETC), citado pela Europa Press, Espanha lidera as preferências, concentrando 14% dos viajantes, seguida da Itália (11%) e da França (8%). Portugal e Grécia surgem logo depois, ambos com 6% da procura.

O estudo indica que o interesse em viajar está no nível mais elevado desde 2020, ainda que num contexto de maior cautela por parte dos turistas. A tendência atual aponta para menos viagens, estadias mais curtas e orçamentos mais controlados, influenciados pela incerteza económica e pelo impacto do conflito no Médio Oriente.

Os jovens europeus, entre os 18 e os 34 anos, são apontados como os principais responsáveis pelo aumento do otimismo no setor, com uma subida significativa na intenção de viajar.

Segurança e custos condicionam decisões

Apesar do crescimento da procura, fatores como a segurança e os custos assumem um peso crescente na escolha dos destinos. Segundo o relatório, a segurança é atualmente o principal critério para os viajantes, seguida de um clima agradável e de ofertas atrativas.

A preocupação com o aumento dos custos das viagens afeta cerca de 20% dos europeus. Já o impacto das tensões no Médio Oriente registou uma subida acentuada, atingindo 18% — mais nove pontos percentuais face ao ano anterior.

Citado no relatório, o presidente da ETC, Miguel Sanz, destaca uma mudança no comportamento dos viajantes. “Estamos a assistir a uma abordagem mais seletiva e centrada na relação qualidade-preço”, afirmou.

Essa tendência reflete-se na duração das estadias, com as viagens de quatro a seis noites a tornarem-se as mais comuns (38%), enquanto as estadias mais longas, entre sete e 12 noites, registam uma ligeira diminuição (37%).

Também os orçamentos estão a ser ajustados: cresce a percentagem de turistas que planeia gastar até mil euros, evidenciando uma maior prudência financeira.

Num cenário marcado por incerteza, os europeus continuam a viajar, mas com decisões mais ponderadas e adaptadas ao contexto económico e geopolítico atual.