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A taxa de vagas de emprego em Portugal aumentou para 1,6% no primeiro trimestre de 2026, acima dos 1,4% registados tanto no trimestre anterior como no período homólogo do ano passado, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat.
O indicador mede a proporção de postos de trabalho disponíveis que permanecem por preencher face ao total de empregos existentes na economia e constitui um dos principais termómetros da procura de mão-de-obra por parte das empresas.
A subida registada em Portugal contrasta com a tendência observada em muitos países da União Europeia, onde a taxa de empregos vagos diminuiu em 16 Estados-membros face ao mesmo período de 2025.
Na comparação homóloga, Portugal foi um dos três países europeus a registar aumentos, juntamente com Malta e Eslovénia.
Os dados revelam que, apesar dos sinais de desaceleração económica em alguns mercados, as empresas portuguesas continuam a procurar trabalhadores, refletindo necessidades de recrutamento em vários setores de atividade.
A nível europeu, a taxa de vagas de emprego situou-se nos 2,1% na União Europeia e nos 2,3% na zona euro durante os primeiros três meses do ano.
Os Países Baixos lideraram o ranking europeu com uma taxa de 4%, seguidos pela Bélgica e Malta, ambas com 3,4%. No extremo oposto surgem a Roménia (0,6%), a Polónia (0,8%) e países como Bulgária, Espanha e Eslováquia, todos com 0,9%.
Mercado de trabalho exige maior alinhamento entre empresas e candidatos
Especialistas em recursos humanos defendem que uma das principais razões para a existência de vagas por preencher não está apenas na falta de candidatos, mas também no desfasamento entre as competências procuradas pelas empresas e aquelas que são apresentadas pelos profissionais.
Neste contexto, ferramentas como um avaliador de CV podem ajudar ambos os lados do mercado laboral. Para os candidatos, permitem identificar oportunidades de melhoria no currículo e destacar competências valorizadas pelos empregadores. Para as empresas, contribuem para receber candidaturas mais alinhadas com os requisitos das funções, facilitando os processos de recrutamento.
Esta necessidade existe tanto em períodos de baixa taxa de desemprego — quando as empresas enfrentam escassez de talento — como em momentos de maior desemprego, em que a diferenciação dos candidatos se torna fundamental para conquistar uma vaga.
Veja aqui o avaliador de currículos
O que significa uma subida da taxa de vagas?
Uma taxa elevada de empregos vagos é normalmente interpretada como um sinal de dinamismo económico, indicando que as empresas estão a expandir atividade e a criar novas oportunidades de trabalho.
No entanto, pode também refletir dificuldades de recrutamento, escassez de profissionais qualificados ou incompatibilidades entre as necessidades das organizações e o perfil dos candidatos disponíveis.
Por outro lado, uma taxa baixa pode indicar um abrandamento da economia, menor criação de emprego ou um mercado de trabalho mais saturado, onde existe uma oferta de trabalhadores superior ao número de vagas disponíveis.
No caso português, o aumento para 1,6% sugere que continua a existir procura por mão-de-obra, embora o valor permaneça abaixo da média da União Europeia.
Europa apresenta sinais mistos
De acordo com o Eurostat, entre os 27 Estados-membros, apenas três registaram aumentos da taxa de empregos vagos no primeiro trimestre de 2026. Oito mantiveram-se estáveis e 16 registaram quedas.
As maiores subidas ocorreram em Malta (+0,4 pontos percentuais), Portugal (+0,2 pontos percentuais) e Eslovénia (+0,2 pontos percentuais).
Já as descidas mais acentuadas verificaram-se na Bélgica (-0,7 pontos percentuais) e na Áustria (-0,5 pontos percentuais), seguidas da Dinamarca e de Itália, ambas com reduções de 0,4 pontos percentuais.
Os números mostram que o mercado de trabalho europeu continua a atravessar uma fase de ajustamento, marcada por diferenças significativas entre países e pela crescente importância das qualificações e competências na resposta às necessidades das empresas.