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A inflação voltou a acelerar em Portugal em abril, com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) a atingir uma taxa homóloga de 3,3%, mais 0,6 pontos percentuais do que em março, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O aumento dos preços dos combustíveis continua a ser o principal fator por detrás da subida da inflação.
De acordo com o INE, a componente energética registou uma forte aceleração, passando de 5,7% em março para 11,7% em abril. Também os produtos alimentares não transformados - como fruta, legumes, carne ou peixe - agravaram o ritmo de subida dos preços, ao registarem uma variação homóloga de 7,4%, acima dos 6,4% observados no mês anterior.
Já a inflação subjacente, indicador que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos por serem mais voláteis, fixou-se em 2,2%, ligeiramente acima dos 2,0% registados em março, sinalizando uma pressão inflacionista mais disseminada na economia.
Em termos mensais, o IPC aumentou 1,3% em abril, embora abaixo dos 2,0% registados no mês precedente. Ainda assim, o valor supera a subida mensal de 0,7% observada em abril de 2025. A média dos últimos 12 meses também subiu, fixando-se em 2,4%.
Também o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), utilizado para comparar a inflação entre os países da União Europeia, acelerou em Portugal para 3,3%, acima dos 2,7% registados em março. O valor português supera em 0,3 pontos percentuais a estimativa do Eurostat para a zona euro, fixada em 3,0%.
Excluindo alimentação não transformada e energia, o IHPC português atingiu uma taxa de 2,3%, também superior aos 2,1% estimados para a área do euro.