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Um grupo de oito países da OPEP+ decidiu aumentar a produção de petróleo em 206 mil barris por dia, segundo um comunicado divulgado após uma reunião virtual realizada este domingo.
A decisão envolve Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, que passarão a ter uma produção conjunta de cerca de 33,7 milhões de barris diários.
Os maiores aumentos serão registados pela Rússia e pela Arábia Saudita, com mais 62 mil barris por dia cada. Seguem-se o Iraque (+26 mil) e os Emirados Árabes Unidos (+18 mil).
No comunicado, os países alertam para os impactos dos recentes ataques a infraestruturas energéticas, sublinhando que a recuperação total será lenta e dispendiosa.
“A recuperação plena da capacidade dos ativos energéticos danificados será dispendiosa e vai demorar muito tempo, afetando a disponibilidade global do abastecimento”, referem.
Apesar de não mencionar diretamente o Irão, a decisão surge num contexto de forte instabilidade regional.
Rotas energéticas sob pressão
Os países destacaram ainda a importância de garantir a segurança das rotas marítimas internacionais, numa altura em que o encerramento do Estreito de Ormuz continua a afetar o transporte global de energia.
A utilização de rotas alternativas tem ajudado a mitigar a volatilidade dos mercados, segundo os produtores.
A decisão da OPEP+ surge após a escalada militar iniciada a 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irão.
Em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz e atacou alvos na região, desencadeando uma crise que já provocou uma subida significativa dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.
Perante este cenário, o aumento da produção surge como uma tentativa de equilibrar a oferta global e conter a volatilidade num mercado cada vez mais pressionado por fatores geopolíticos.