quarta-feira, 15 jul. 2026

Onda de calor leva consumo de eletricidade a máximos históricos de verão em Portugal

A onda de calor fez disparar o consumo de eletricidade em Portugal para novos máximos históricos de verão. Segundo a REN, foram batidos recordes tanto no consumo diário como na procura instantânea, refletindo o impacto das temperaturas elevadas
Onda de calor leva consumo de eletricidade a máximos históricos de verão em Portugal

O consumo de eletricidade em Portugal atingiu novos máximos históricos para os meses de verão na semana passada, impulsionado pela onda de calor que tem afetado o país, revelou esta segunda-feira a Redes Energéticas Nacionais (REN).

Segundo os dados divulgados pela operadora da rede elétrica nacional, o consumo diário alcançou 165,6 gigawatts-hora (GWh) no dia 2 de julho, valor que foi ultrapassado logo no dia seguinte.

Em 3 de julho, o consumo diário ascendeu a 171,1 GWh, estabelecendo um novo recorde para a época de verão.

Até agora, o máximo registado nos meses de verão era de 163,4 GWh, alcançado em 13 de julho de 2022.

Também a procura instantânea atingiu um novo máximo

Além do consumo diário, a REN registou igualmente um novo máximo de procura instantânea de eletricidade durante o período estival.

O novo recorde foi atingido às 20h00 do dia 2 de julho, quando a procura alcançou 8.493 megawatts (MW).

Este valor supera o anterior máximo de verão, de 7.918 MW, registado apenas dois dias antes, em 30 de junho de 2025.

Consumos de verão aproximam-se dos valores de inverno

Apesar dos novos recordes, a REN recorda que os picos de consumo continuam a ser mais elevados durante o inverno.

Os máximos absolutos registados na estação fria situam-se nos 197,1 GWh de consumo diário e nos 10.261 MW de procura instantânea.

Ainda assim, a empresa destaca que os dados mais recentes confirmam uma tendência que se tem vindo a verificar nos últimos anos: a aproximação entre os consumos máximos registados no verão e no inverno.

Segundo a REN, esta evolução reflete o crescente impacto das ondas de calor no consumo elétrico, impulsionado, entre outros fatores, pela utilização intensiva de sistemas de climatização durante os períodos de temperaturas extremas.