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A OCDE defende que Portugal deve aliviar a carga fiscal sobre os trabalhadores com rendimentos mais baixos, propondo em contrapartida um reforço da tributação sobre a propriedade e a eliminação de benefícios fiscais considerados pouco eficazes.
As recomendações constam do relatório “Fundamentos para o Crescimento e a Competitividade 2026”, divulgado esta quinta-feira, onde a organização apresenta um conjunto de medidas destinadas a impulsionar a produtividade e o crescimento económico.
No documento, a OCDE sublinha que o desempenho económico português continua aquém do registado pelas economias mais avançadas do grupo, apontando fragilidades estruturais que persistem ao longo dos anos.
Apesar de reconhecer uma redução no diferencial ao nível do investimento, a organização destaca que o crescimento da produtividade tem sido insuficiente, o que se traduz num atraso na produção por hora trabalhada face a outros países.
Além das alterações fiscais, o relatório recomenda também medidas para melhorar a participação no mercado de trabalho, nomeadamente entre jovens, mulheres e trabalhadores mais velhos, considerados grupos-chave para reforçar a dinâmica económica.
A OCDE defende ainda a necessidade de políticas mais eficazes que promovam a competitividade e corrijam distorções no sistema fiscal, numa altura em que Portugal procura consolidar o crescimento e aproximar-se dos níveis de desempenho das economias mais desenvolvidas.