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Os trabalhadores imigrantes continuam a ter um peso significativo no financiamento do Estado português, contrariando a perceção de que representam um encargo para os cofres públicos. A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias que revela dados recentes que indicam que, em 2025, os imigrantes contribuíram com milhares de milhões de euros em impostos e contribuições sociais, recebendo em troca um valor muito inferior em apoios.
Entre as várias comunidades estrangeiras residentes em Portugal, a brasileira destacou-se como a que mais contribuiu para a receita fiscal. Ao longo do último ano, cidadãos oriundos do Brasil entregaram cerca de 1,4 mil milhões de euros ao Estado, enquanto os apoios sociais atribuídos ficaram bastante abaixo desse montante - menos de 363 milhões de euros. Seguem-se, no ranking das contribuições, trabalhadores de nacionalidade indiana, angolana e cabo-verdiana.
No total, os imigrantes receberam pouco mais de 800 milhões de euros em prestações sociais, mas o valor pago em impostos e descontos ultrapassou os quatro mil milhões de euros, o que significa que contribuíram cinco vezes mais do que aquilo que receberam.
Estes números reforçam a importância da população estrangeira para a sustentabilidade da Segurança Social. Depois de descontados os apoios atribuídos, o saldo positivo para o sistema ultrapassa os três mil milhões de euros, evidenciando um contributo líquido expressivo.
A presença de trabalhadores estrangeiros é também cada vez mais relevante em setores-chave da economia: na agricultura, os contribuintes de outras nacionalidades já superam os portugueses, enquanto nas áreas do alojamento e da restauração representam perto de 40% da força laboral.