Alan Greenspan, um dos economistas mais influentes e antigo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), morreu, esta segunda-feira, aos 100 anos.
A informação é avançada pela sua mulher Andrea Mitchell que, em comunicado citado pela NBC News, afirma que o economista morreu devido complicações relacionadas com a doença de Parkinson.
"Foi um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA durante décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas foi sempre honesto ao reconhecer os seus erros”, afirmou.
“Para mim, ele era o meu marido, que moldou a minha vida desde o nosso primeiro encontro em 1984. Tinha uma ‘exuberância irracional’ pelo basebol, pelos Washington Commanders, pelo ténis, pelo golfe e pela música, especialmente pelo jazz”, descreveu Mitchell. “Será recordado pela sua inteligência e pela sua bondade. Ser a sua companheira de vida foi a maior alegria da minha vida.”
Greenspan esteve à frente da Fed durante quase duas décadas, entre 1987 e 2006, atravessando cinco mandatos e quatro presidências norte-americanas: Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush. Durante esse período, tornou-se uma das figuras centrais da economia mundial e ganhou o apelido de “Maestro”.
Uma das vozes mais poderosas da economia mundial
Nascido em Nova Iorque, em 1926, Alan Greenspan começou por estudar música antes de se dedicar à economia. Mais tarde, concluiu o doutoramento e construiu uma carreira ligada à análise económica e à política monetária, acabando por ser escolhido para liderar a Reserva Federal em 1987.
A sua passagem pela Fed ficou marcada pela gestão de momentos decisivos para a economia norte-americana, incluindo o crash bolsista de 1987, a bolha das empresas tecnológicas no final dos anos 90 e os efeitos económicos após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Foi também durante o seu mandato que popularizou a expressão “exuberância irracional”, usada em 1996 para alertar para os excessos dos mercados financeiros e para possíveis avaliações exageradas das ações. A frase tornou-se uma das mais conhecidas do discurso económico moderno.