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O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou esta quarta-feira que os tempos de espera no controlo fronteiriço do aeroporto de Lisboa foram reduzidos para metade, depois de meses de fortes constrangimentos que chegaram a ser classificados pelo próprio como um "embaraço nacional".
"Hoje, no aeroporto de Lisboa, temos uma redução para metade dos tempos que tínhamos nas fronteiras", afirmou o governante durante a apresentação da estratégia aeroportuária para a região de Lisboa, que decorreu no âmbito da divulgação do relatório técnico para o novo aeroporto de Lisboa.
Pinto Luz aproveitou a ocasião para agradecer publicamente ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, atribuindo-lhe parte do mérito pela melhoria registada no aeroporto Humberto Delgado.
"Ao meu colega de Governo Luís Neves, o nosso sincero obrigado. E digo o nosso em nome dos portugueses", afirmou.
O ministro das Infraestruturas garantiu que o reconhecimento não está relacionado com o atual contexto político, mas representa, nas suas palavras, uma questão de justiça perante o trabalho desenvolvido.
Filas no aeroporto chegaram a ser um "embaraço nacional"
Miguel Pinto Luz recordou os longos tempos de espera que se verificaram no controlo fronteiriço do aeroporto de Lisboa e que classificou anteriormente como um "embaraço nacional".
Segundo o governante, a melhoria atual resulta do trabalho conjunto de várias equipas, mas também da liderança e da "capacidade de resolver" demonstradas por Luís Neves.
Os constrangimentos agravaram-se durante a implementação do novo Sistema de Entrada/Saída da União Europeia (EES), que substituiu os carimbos nos passaportes por registos digitais e recolha de dados biométricos.
Em abril, perante o aumento dos tempos de espera, a recolha de dados biométricos chegou a ser temporariamente suspensa nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.
Para acelerar o processamento dos passageiros, o aeroporto Humberto Delgado passou a dispor de mais postos de controlo manual e portas eletrónicas. A presença policial foi também reforçada.
Aeroporto de Lisboa passou de 20 para 36 milhões de passageiros
O ministro das Infraestruturas destacou ainda o crescimento significativo do tráfego aéreo em Portugal ao longo dos últimos anos.
Segundo Pinto Luz, o aeroporto de Lisboa passou de cerca de 20 milhões de passageiros em 2012 para aproximadamente 36 milhões atualmente, evolução que aumentou a pressão sobre as infraestruturas aeroportuárias e os serviços de controlo fronteiriço.
Também os restantes principais aeroportos nacionais registaram aumentos expressivos no número de passageiros.
O aeroporto do Porto passou de pouco mais de oito milhões para cerca de 17 milhões de passageiros, enquanto Faro duplicou o movimento, de cinco para 10 milhões.
No Funchal, o tráfego cresceu de 2,5 para cinco milhões de passageiros e, em Ponta Delgada, aumentou de 1,5 para três milhões.
Para Miguel Pinto Luz, este crescimento evidencia a necessidade de reforçar e modernizar as infraestruturas aeroportuárias nacionais.
Pinto Luz rejeita acusações de propaganda
Durante a apresentação da estratégia aeroportuária para a região de Lisboa, o ministro rejeitou que a divulgação dos investimentos previstos constitua uma ação de propaganda ou uma tentativa de "branquear" os últimos dois anos.
"É a tentativa de ser ainda mais transparente do que fomos nos dois últimos anos", afirmou.
O governante defendeu que Portugal está atualmente a avançar com "os maiores investimentos de sempre" nas infraestruturas aeroportuárias e que a apresentação pública dos projetos pretende reforçar a transparência sobre o trabalho realizado.
Pinto Luz atribuiu ainda ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, um papel determinante na concretização dos projetos aeroportuários.
O ministro destacou a capacidade do chefe do Governo para "assumir riscos todos os dias" e para "delegar sem complexos, sem medos, sem receios", apontando como objetivo central "um único propósito: Servir melhor os portugueses".