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O ministro das Infraestruturas e da Habitação rejeitou as acusações do CEO da Ryanair de que o Governo estava a limitar o crescimento do aeroporto Humberto Delgado para proteger a TAP. «Não apreciamos intimidação nem inverdades», afirmou Miguel Pinto Luz numa publicação no LinkedIn.
Em causa estão as declarações de Michael O’Leary ao afirmar que a capacidade do aeroporto de Lisboa está artificialmente limitada para beneficiar a TAP. Acusações afastadas pelo governante: «Portugal é um país aberto à concorrência e ao investimento, mas exige respeito, verdade e seriedade».
Segundo o CEO da Ryanair, o Governo «está a proteger a TAP enquanto está a ser vendida e entretanto os portugueses, os cidadãos de Lisboa, estão a pagar tarifas mais elevadas», referindo que a « capacidade na Portela pode ser aumentada com uma caneta».
O gestor da companhia aérea irlandesa voltou a insistir no Montijo, afirmando que seria possível construir na base aérea uma infraestrutura semelhante ao Terminal 2 da Portela para estar a operar em 2028. O ministério das Infraestruturas não hesita: «O futuro está decidido e não passa pelo Montijo», lembrando que esta localização «é uma base aérea militar e não avançou por razões ambientais e de ordenamento do território”-
Estas críticas surgem depois da Ryanair ter afirmado que a companhia vai deixar de voar para os Açores a partir do final de março, em resultado das taxas aeroportuárias praticadas que são consideradas elevadas, assim como as taxas ambientais.