Há cheias em várias zonas do país. O tempo não parece querer dar tréguas. Há campos submersos, culturas destruídas, explorações pecuárias devastadas. O mau tempo vem para ficar pelo menos mais uma semana. E que consequências é que isto irá trazer?
O ministro das Finanças ainda não sabe o impacto que as tempestades das últimas semanas vão ter nas contas nacionais, mas e nos alimentos?
Em declarações à Rádio Renascença, o secretário-geral da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, diz que é fundamental "sossegar os consumidores" e afirma "que não vai faltar nenhum produto", nem "vai haver uma subida extraordinária" de preços, porque "isto aconteceu aqui em Portugal e nós vivemos num mercado único europeu.
"O consumidor não vai notar porque quando o produto não vem de um lado, vem do outro", disse Luís Mira.
Por outro lado, o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresa de Distribuição (APED), Gonçalo Lobo Xavier, disse, em declarações ao mesmo meio de comunicação, que "temos que nos concentrar agora nas questões imediatas", mas não se compromete com uma resposta relativamente ao impacto nos preços e escassez, argumentando que, neste momento, é "extemporânea".
Se isto vai ter efeitos dentro de um ou dois meses no mercado, é muito extemporâneo dizê-lo e não contribui para a resolução dos problemas. Neste momento, estamos focados no abastecimento, na manutenção da logística, na ajuda à produção primária", sublinhou Gonçalo Lobo Xavier.