Mário Centeno deixa Banco de Portugal e dedica-se exclusivamente ao ensino no ISEG

Mário Centeno, antigo Governador do Banco de Portugal entre 2020 e 2025 e ex-Ministro das Finanças, assinou o acordo que lhe permite passar à reforma da instituição, dedicando-se 100% à carreira académica no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). Antes de regressar a Lisboa, dará aulas como professor convidado na Universidade de Miami, nos Estados Unidos
Mário Centeno deixa Banco de Portugal e dedica-se exclusivamente ao ensino no ISEG

Mário Centeno encerra um percurso de mais de 20 anos no Banco de Portugal, onde desempenhou funções em diversos cargos antes de assumir a Governança.

Segundo o jornal ECO, o acordo que oficializa a sua reforma foi proposto pelo próprio Banco, embora Centeno já cumprisse os requisitos legais para aposentação.

O ex-governador não comentou publicamente os valores associados à reforma, e o Banco de Portugal também não divulgou detalhes financeiros sobre o acordo.

Futuro académico e estadia nos EUA

  • Antes de se instalar definitivamente no ISEG, Centeno passará três semanas na Universidade de Miami, como professor convidado, uma atividade previamente planeada.

  • No ISEG, ocupará temporariamente o gabinete de João Duque, que permanece livre, assumindo atividades em tempo integral como professor catedrático.

Uma carreira marcada pelo destaque nacional e internacional

  • Mário Centeno foi Ministro das Finanças (2015–2020) e presidente do Eurogrupo, cargo de grande relevância europeia.

  • Economista com formação no ISEG e doutoramento em Economia pela Universidade de Harvard, Centeno tem uma carreira consolidada no Banco de Portugal, Conselho Superior de Estatística e Comissão Europeia.

  • Em 2025, candidatou-se à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), ficando na penúltima ronda de votações, e é considerado um nome relevante dentro do PS, inclusive com referências a potenciais candidaturas presidenciais.

Legado e mensagem aos colegas

Ao deixar o Banco, Centeno enviou uma carta aos trabalhadores, destacando o privilégio de liderar a instituição e a sua visão sobre o papel do banco na economia portuguesa.

Perspetivas futuras

O economista manterá um futuro académico dedicado ao ensino e investigação económica no ISEG, com possibilidade de novos projetos internacionais, mantendo a carreira exclusivamente no setor educativo.