A comissária europeia diz que as pensões públicas não vão chegar para garantir uma reforma «saudável» e defende que é necessário reforçar as pensões complementares.
Para Maria Luís Albuquerque, as pensões complementares não são apenas produtos financeiros, mas «instrumentos de planeamento de vida» e lembra que só 18% dos europeus detêm um produto de pensão pessoal.
“As pensões complementares, ocupacionais e pessoais, permitem aos cidadãos diversificar fontes de rendimento, reduzir riscos e ganhar maior autonomia financeira no futuro”, garantindo que “os sistemas públicos de pensões, assentes maioritariamente no princípio da repartição — o chamado primeiro pilar — continuarão a ser a base essencial da proteção social na Europa, como em Portugal. Esse compromisso é claro e não está em causa”.
E acrescentou: “Durante demasiado tempo, a poupança de longo prazo foi marcada por uma excessiva aversão ao risco, resultante também da falta de oportunidades e de incentivos adequados. Mas sabemos que não há retorno sem risco — e que o verdadeiro risco é não investir, não diversificar e não preparar o futuro”, referiu.
Recorde-se que a Comissão Europeia apresentou recentemente um pacote sobre pensões complementares que assenta em três pilares: estimular a procura, reforçar a oferta e criar os incentivos certos.