segunda-feira, 09 fev. 2026

Maria Luís Albuquerque defende a necessidade de apostar em pensões complementares

Para a comissária europeia, as pensões complementares não são apenas produtos financeiros, mas «instrumentos de planeamento de vida» e lembra que só 18% dos europeus detêm um produto de pensão pessoal
Maria Luís Albuquerque defende a necessidade de apostar em pensões complementares

A comissária europeia diz que as pensões públicas não vão chegar para garantir uma reforma «saudável» e defende que é necessário reforçar as pensões complementares. 

Para Maria Luís Albuquerque, as pensões complementares não são apenas produtos financeiros, mas «instrumentos de planeamento de vida» e lembra que só 18% dos europeus detêm um produto de pensão pessoal. 

“As pensões complementares, ocupacionais e pessoais, permitem aos cidadãos diversificar fontes de rendimento, reduzir riscos e ganhar maior autonomia financeira no futuro”, garantindo que “os sistemas públicos de pensões, assentes maioritariamente no princípio da repartição — o chamado primeiro pilar — continuarão a ser a base essencial da proteção social na Europa, como em Portugal. Esse compromisso é claro e não está em causa”.

 E acrescentou: “Durante demasiado tempo, a poupança de longo prazo foi marcada por uma excessiva aversão ao risco, resultante também da falta de oportunidades e de incentivos adequados. Mas sabemos que não há retorno sem risco — e que o verdadeiro risco é não investir, não diversificar e não preparar o futuro”, referiu.

 Recorde-se que a Comissão Europeia apresentou recentemente um pacote sobre pensões complementares que assenta em três pilares: estimular a procura, reforçar a oferta e criar os incentivos certos.