O Crédito Agrícola apresentou um lucro de 289 milhões de euros, o que representa uma redução homóloga de 149,2 milhões de euros (-34,0%) face ao ano anterior, “reflexo sobretudo de uma redução na margem financeira em 127,6 milhões de euros (-16,3% face a 2024) e de um aumento de 62,8 milhões de euros em imparidades e provisões face a 2024.
Os depósitos de clientes ascenderam a 23.820 milhões de euros no final de dezembro de 2025, o que compara com 22.019 milhões de euros em dezembro de 2024 (+8,2%).
Na carteira de crédito a clientes (bruto) registou-se um crescimento de 1.005 milhões de euros face a dezembro de 2024 (+7,9%), atingindo 13.747 milhões de euros.
De acordo com Sérgio Raposo Frade, presidente do grupo Crédito Agrícola, “em 2025, num contexto marcado pela persistente redução das taxas de juro e pela elevada incerteza macroeconómica, decorrente das tensões geopolíticas e do agravamento das tarifas alfandegárias, o grupo CA reafirmou a solidez do seu modelo de negócio, alcançando 289 milhões de euros de resultado líquido e uma rendibilidade dos capitais próprios de 9,7%”.
E lembra que face às recentes tempestades “investiu em assegurar a disponibilidade operacional dos seus meios, disponibilizou medidas excecionais de apoio (incluindo soluções de flexibilização e linhas de crédito dedicadas) e reforçou os seus meios de atendimento e de peritagem, com equipas no terreno e canais dedicados, de forma a acelerar a regularização de sinistros e a minimizar o impacto desta situação na vida das pessoas e na atividade das empresas, reforçando o compromisso com a recuperação económica e social das comunidades atingidas e com a coesão territorial”.