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O banco Montepio alcançou um resultado líquido consolidado de 23,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 31% face aos 34,2 milhões registados em igual período do ano passado, “refletindo a normalização do custo do risco após uma reversão extraordinária de imparidades de crédito registada no primeiro trimestre de 2025, no montante de 12,3 milhões, mantendo‑se em 2026 um nível de imparidades historicamente baixo”, explicou a instituição financeira ainda liderada por Pedro Leitão.
O produto bancário aumentou 4,4% em termos homólogos, para 109,1 milhões de euros, “refletindo a evolução positiva da atividade comercial”, com a margem financeira a atingir 84,3 milhões de euros.
As comissões líquidas ascenderam a 34 milhões (+3,4%), suportadas pelas maiores “comissões de mediação de seguros, de mercado e dos serviços de pagamento, decorrentes da expansão da atividade comercial, uma vez que não existiram alterações materiais no preçário”.
Já os depósitos de clientes atingiram um novo máximo histórico de 16.300 milhões de euros, um aumento de 6,8% face aos 1.033 milhões do primeiro trimestre de 2025, com o segmento de particulares a representar 68% do total.
“A evolução homóloga dos depósitos foi fortemente impulsionada por ambos os segmentos, tendo os particulares subido 551 milhões de euros (+5,2%) e o segmento de empresas incrementado 482 milhões de euros (+10,2%), refletindo uma dinâmica comercial relevante”, detalha o Banco Montepio.
Quanto ao crédito a clientes (bruto), subiu 8,5% (1.048 milhões de euros) para 13.400 milhões, com o crédito ‘performing’ a crescer 1.092 milhões (+9,1%) em termos homólogos.
No primeiro trimestre, o crédito a clientes (bruto) registou um aumento de 2,7%, enquanto os custos operacionais totalizaram 72,4 milhões de euros, acima dos 70,8 milhões do trimestre homólogo, “refletindo os acréscimos dos custos com pessoal e dos gastos gerais administrativos associados à evolução da taxa de inflação”.
Os custos com pessoal subiram 2,4% para 40,8 milhões, “em resultado de ajustamentos na estrutura de custos induzidos pela inflação e pela política interna de valorização e retenção de talento”. Comparando com igual período do ano passado, o banco contava no final do primeiro trimestre com mais 45 trabalhadores (2914) e com menos dois balcões (222).