A escolha do próximo presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) está para breve. O Nascer do SOL sabe que foi contratado um headhunter especializado para fazer a escolha dos candidatos com base em condições pré-estabelecidas. Nessa lista consta o nome de João Galamba, ex-ministro das Infraestruturas e ex-secretário de Estado da Energia, e Nelson Lage, atual presidente da ADENE, como mais prováveis candidatos à subsitituição de Pedro Amaral Jorge - que passa a assumir a lidença do Operador do Mercado Ibérico para Portugal (OMIP).
Dois nomes que contam com o apoio do setor, mas o Nascer do SOL sabe que a preferência dos principais operadores recai no antigo ministro de António Costa. «João Galamba é visto com um dos melhores ministros que passaram pela pasta da Energia. É um fazedor. Estuda bem os dossiês, age rápido e com sensatez», admitem responsáveis do setor. E recordam as partilhas que o ex-governante faz no LinkedIn nesta área - «Recebe muitos comentários, apoios e partilhas de quem está ligado a esta atividade».
É certo que o nome de Nelson Lage também é visto com bons olhos. Também ele desempenhou o cargo de assessor em vários governos e, mais recentemente, foi adjunto do secretário de Estado da Energia no Governo da geringonça e chefe de gabinete em substituição do secretário de Estado Adjunto e da Energia no primeiro Governo minoritário de António Costa.
A decisão de quem irá assumir a presidência recai no órgão colegial composto por 17 elementos que fazem parte da direção da APREN, em que o índice de votação é proporcional à potência adquirida com um cap. Ou seja, há uma potência a partir da qual não se continuam a somar os votos em Assembleia-Geral.
Recorde-se que Pedro Amaral Jorge esteve oito anos à frente da APREN, entidade que representa os produtores de eletricidade de fontes renováveis (eólica, solar, hídrica, biomassa, etc.) junto do Governo, da ERSE e de instituições internacionais.
De acordo com os últimos dados divulgados pela associação, no acumulado dos primeiros três meses do ano, as fontes renováveis asseguraram 78,5% da eletricidade consumida em Portugal Continental. Já em relação ao seu impacto, as energias renováveis contribuíram com 5,34 mil milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB), em 2024, o equivalente a mais de 1% da economia nacional . No entanto, o estudo aponta para um potencial de crescimento do impacto no PIB superior a 370% até 2040, podendo o contributo das renováveis atingir 32,2 mil milhões de euros por ano nessa altura.