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O investimento dos portugueses em certificados de aforro voltou a aumentar em abril, atingindo um novo máximo histórico de 41.691 milhões de euros, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
O valor representa uma subida homóloga de 12,6%, equivalente a mais 4.668 milhões de euros face ao mesmo mês de 2025, além de um crescimento mensal de 538 milhões de euros relativamente a março.
Trata-se do montante mais elevado aplicado em certificados de aforro desde o início da série estatística do Banco de Portugal, em dezembro de 1998.
Abril marcou ainda o 19.º mês consecutivo de crescimento do valor global investido neste produto de poupança do Estado.
Depois de uma forte procura impulsionada pela subida das taxas Euribor, os certificados de aforro perderam atratividade em meados do ano passado, quando a antiga “série E” foi substituída pela “série F”, que oferece uma remuneração mais baixa.
Apesar disso, os aforradores voltaram a reforçar o investimento neste instrumento financeiro, compensando a redução registada nos certificados do tesouro.
Segundo os dados do Banco de Portugal, o montante aplicado em certificados do tesouro caiu para 6.971 milhões de euros em abril, menos 194 milhões do que em março e uma quebra homóloga de 25%.
O valor investido neste produto encontra-se agora no nível mais baixo desde junho de 2015.
A descida nos certificados do tesouro acontece de forma consecutiva desde outubro de 2021, altura em que o montante investido tinha atingido um máximo de 17.865 milhões de euros.
Dados da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) mostram que as emissões de novos certificados do tesouro somaram apenas 17 milhões de euros em março, enquanto os resgates atingiram 199 milhões.
O mínimo histórico dos certificados de aforro tinha sido registado em novembro de 2012, durante o período de assistência financeira internacional a Portugal, quando o montante aplicado nestes títulos caiu para 9,7 mil milhões de euros.
Os dados divulgados pelo Banco de Portugal revelam ainda que a dívida direta do Estado aumentou 7% em termos homólogos em abril, fixando-se em 312.658 milhões de euros.
Entre os restantes instrumentos de dívida pública, as obrigações do tesouro cresceram 5% face ao ano anterior, para 180.346 milhões de euros, enquanto os bilhetes do tesouro avançaram 34,5%, atingindo 14.260 milhões de euros.