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O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma resolução que convida a Air France-KLM e a Lufthansa a avançarem para a apresentação de propostas vinculativas para a compra de uma participação na TAP. O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, no final da reunião.
Nesta segunda fase do processo, os dois grupos internacionais terão um prazo de 90 dias para formalizar as suas propostas, explicou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz. O governante admite que a decisão final possa ser tomada em Conselho de Ministros entre o final de agosto e o início de setembro.
Segundo Miguel Pinto Luz, o calendário prevê que a entrega das propostas fique concluída em julho, permitindo à Parpública elaborar o respetivo relatório durante o mês de agosto. Só depois será tomada a decisão política final sobre o comprador.
Os dois ministros sublinharam que as propostas apresentadas até ao momento são “muito equivalentes”, tanto do ponto de vista financeiro como estratégico. Ainda assim, Joaquim Miranda Sarmento ressalvou que o dever de confidencialidade impede a divulgação de valores concretos.
Entre os critérios estratégicos definidos pelo Governo estão a manutenção da conectividade com as regiões autónomas e com os países de língua portuguesa, a expansão da operação no Porto, o reforço dos serviços de manutenção e engenharia, o investimento na frota e um plano de crescimento ambicioso para a próxima década, com forte enfoque na sustentabilidade.
Na corrida à privatização da TAP permanecem apenas a Air France-KLM e a Lufthansa, depois de a IAG — grupo que detém a Iberia e a British Airways — ter optado por não avançar para esta fase.
De acordo com a agência Lusa, Miguel Pinto Luz destacou que ambos os candidatos apresentam planos industriais “muito próximos e alinhados” com o caderno de encargos, mas sublinhou que, na fase seguinte, o critério da valorização financeira será “absolutamente central” na escolha do investidor.
O Governo pretende alienar até 49,9% do capital da transportadora aérea, dos quais 44,9% serão destinados a um investidor de referência e até 5% reservados aos trabalhadores. Além do preço, serão também avaliados o plano industrial, a capacidade financeira e o impacto na conectividade aérea nacional.