quarta-feira, 13 mai. 2026

Galp afasta riscos no abastecimento de combustíveis e garante estabilidade no mercado português

Empresa assegura segurança no fornecimento de jet e crude e defende que fusão com a Moeve reforçará resposta em situações de crise
Galp afasta riscos no abastecimento de combustíveis e garante estabilidade no mercado português

A Galp Energia garantiu esta segunda-feira que não existem motivos de alarme quanto ao abastecimento de combustíveis em Portugal, incluindo combustível para aviação. A empresa sublinha que o mercado está “bem aprovisionado” e que a futura combinação de ativos com a Moeve poderá reforçar a capacidade de resposta em cenários de crise.

Em declarações no âmbito da apresentação dos resultados trimestrais, os co-CEO da Galp afirmaram que a empresa tem mantido uma atenção permanente à segurança do abastecimento, num contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica.

Maria João Carioca sublinhou que a companhia está “muito atenta e capaz de dar resposta”, garantindo que o foco na segurança energética continuará a ser prioritário nos próximos meses.

João Diogo Marques da Silva explicou que a exposição da Galp ao Médio Oriente no crude é reduzida e que, no caso do combustível de aviação (jet), a empresa assegura cerca de 80% da produção necessária para o mercado que abastece.

Ainda assim, admite alguma dependência de importações, que têm sido compensadas com compras antecipadas e diversificação de origens, nomeadamente EUA, África Ocidental e Europa.

“O mercado está bem aprovisionado e não há razões para alarme”, afirmou o responsável, citado pela agência Lusa, destacando a capacidade de resposta da refinaria de Sines como elemento essencial para a estabilidade do sistema.

Fusão com a Moeve pode reforçar escala

A futura integração de ativos com a Moeve, antiga Cepsa, continua em preparação e poderá, segundo a administração da Galp, trazer ganhos de eficiência e maior flexibilidade operacional.

Os responsáveis da empresa consideram que uma plataforma de maior escala poderá melhorar a capacidade de resposta em momentos de maior pressão sobre o mercado energético europeu.

A Galp confirmou ainda que o projeto de produção de combustível sustentável para aviação (SAF) em Sines mantém o calendário previsto, com arranque esperado para o próximo ano, sem alterações devido ao contexto internacional.

Sobre as preocupações relacionadas com a possível entrada de capital estrangeiro em ativos estratégicos, como a refinaria de Sines, a administração da Galp defende que a soberania energética se assegura através do investimento, manutenção e modernização dos ativos.

A empresa enquadra a operação com a Moeve como parte de uma estratégia europeia de maior escala e competitividade no setor energético, num momento de transição energética e reorganização do mercado.