Espanha recebeu no ano passado 97 milhões de turistas internacionais, mais 3,5% do que em 2024, estabelecendo um novo recorde histórico, segundo uma estimativa oficial divulgada esta quinta-feira pelo Governo espanhol.
A despesa turística atingiu os 135 mil milhões de euros, um aumento de 6,8% face ao ano anterior, revelou o ministro da Indústria e Turismo, Jordi Hereu, em conferência de imprensa em Madrid.
O governante sublinhou que os gastos dos visitantes estão a crescer a um ritmo superior ao do número de turistas, defendendo que o setor continua a expandir-se “mas ao ritmo e maneira desejáveis para o modelo de tripla sustentabilidade económica, social e ambiental”.
“A qualidade sobrepõe-se à quantidade”, afirmou Jordi Hereu, destacando os resultados alcançados “apesar de uma geopolítica complexa”.
Segundo o ministro, os dados mostram uma evolução estrutural do turismo espanhol, com menor dependência da sazonalidade, maior diversificação da oferta e desconcentração geográfica dos destinos. “Há mais e melhores produtos, desconcentrando os destinos e diversificando os mercados e as origens”, afirmou.
Jordi Hereu garantiu ainda que as estimativas agora divulgadas “se baseiam em múltiplos indicadores”, assegurando a robustez dos números apresentados.
Espanha mantém-se como o segundo maior destino turístico do mundo, apenas atrás da França, que recebeu 100 milhões de turistas em 2024, de acordo com os dados oficiais mais recentes.
O turismo representou 12,6% do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol em 2024, segundo o Instituto Nacional de Estatística, e empregava mais de 2,7 milhões de pessoas no final de 2025, um aumento de 2,4% face ao ano anterior, indicou o ministro.
Apesar dos resultados positivos, o impacto do turismo de massas — em particular no aumento dos preços da habitação — tem motivado protestos nos últimos dois anos em várias regiões e cidades espanholas, como as Canárias, as Baleares, Barcelona e Málaga.