terça-feira, 10 fev. 2026

Empresários defendem rápida concretização das medidas de apoio

CAP já lançou "um desafio à banca para que ponha em prática linhas de crédito".

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) já veio considerar como “positivos” os apoios anunciados pelo Governo para mitigar os efeitos da tempestade Kristin, no entanto, lembra que agora “é preciso conhecer em detalhe as medidas”, assim como a sua implementação.

“Não vale a pena dizer que é muito ou que é pouco, enquanto não se souber o custo total das operações e em que é que elas vão incidir", disse à Lusa, o secretário-geral da CAP, referindo ainda que “para já, o anúncio é bom, agora a sua concretização é mais importante".

Para Luís Mira tendo em conta a gravidade dos danos causados pela tempestade entende que isso"obriga a medidas também excecionais", referindo já ter lançado "um desafio à banca para que ponha em prática linhas de crédito", ao qual "alguns bancos já responderam".

Também o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, disse não ter ainda condições para avaliar se as medidas anunciadas "são suficientes ou não", já que está por fazer "o balanço" total das perdas.

Vieira Lopes referiu que o setor do comércio "sofreu muitos danos, como todos", sendo agora necessário "trabalhar com as medidas" que foram lançadas e, mais para a frente, "ver se serão suficientes" salientou à Lusa.

CIP defende pragmatismo

Também a CIP - Confederação Empresarial de Portugal considerou que o pacote de 2.500 milhões de euros anunciado responde às necessidades, desde que seja implementado rapidamente e sem complicações.

"Em vez de um plano perfeitinho, [...] é preciso um pragmatismo para que a ajuda chegue rapidamente e de uma forma descomplicada. Porque muitas vezes fazem-se planos sempre perfeitos, mas que pela sua execução não resolvem coisa nenhuma", afirmou Armindo Monteiro à agência Lusa.

Salientando que o país vive atualmente "uma situação de urgência", com "um rasto de destruição total em muitas zonas", o dirigente associativo enfatizou estarem em causa "milhares de postos de trabalho numa das zonas mais constituídas por pequenas e médias empresas, que estão em risco".

"Podemos ter aquela zona, que é das mais empreendedoras, numa base de subsídios de desemprego e não pode ser. Estas medidas têm que permitir duas coisas: uma, manter os postos de trabalho; e a outra, voltar rapidamente ao volume de produção", sustentou.