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A economia portuguesa deverá ter crescido 0,6% em cadeia e 2,2% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, de acordo com as previsões divulgadas esta quarta-feira pelo NECEP – Católica Lisbon Forecasting Lab, que reviu em alta a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.
Segundo a Síntese da Folha Trimestral de Conjuntura, a generalidade dos indicadores de alta frequência aponta para uma melhoria da atividade económica e do sentimento económico nos últimos meses, refletindo a recuperação após a fase mais crítica da subida dos preços da energia e das perturbações nas cadeias de distribuição associadas ao conflito no Médio Oriente.
Ainda assim, os economistas alertam que a estimativa apresenta limitações na incorporação da evolução da população ativa, que registou um crescimento de 0,8% em cadeia durante o segundo trimestre.
Previsão de crescimento para 2026 sobe para 1,8%
Na sequência do desempenho esperado entre abril e junho, o NECEP – Católica Lisbon Forecasting Lab reviu em alta a previsão de crescimento da economia portuguesa para o conjunto de 2026, passando de 1,5% para 1,8%.
Já as projeções para os anos seguintes mantiveram-se inalteradas, apontando para um crescimento de 1,5% em 2027 e 1,9% em 2028.
Zona euro com crescimento mais fraco
Em contraste com Portugal, a economia da zona euro deverá crescer apenas 0,4% em 2026, uma revisão em baixa de 0,4 pontos percentuais face à previsão anterior.
Segundo os economistas da Católica, esta revisão reflete a contração registada no primeiro trimestre e as perspetivas de um crescimento modesto no segundo trimestre.
Inflação deverá subir para 2,5% este ano
No que respeita à inflação, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) deverá aumentar de 2,3% para 2,5% em 2026.
As previsões apontam ainda para uma desaceleração da inflação para 2,2% em 2027, devendo aproximar-se do objetivo de 2% definido pela política monetária no limiar de 2028.
A atualização das projeções reforça a expectativa de que a economia portuguesa continue a crescer acima da média da zona euro, apesar do contexto internacional marcado por incertezas económicas e geopolíticas.