sexta-feira, 10 jul. 2026

Desemprego cai para o valor mais baixo do último ano e aumenta as oportunidades para quem procura trabalho

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 8,7% em maio, atingindo o valor mais baixo desde 2024. Apesar da melhoria do mercado de trabalho, as ofertas de emprego também diminuíram, tornando cada candidatura mais decisiva.
Desemprego cai para o valor mais baixo do último ano e aumenta as oportunidades para quem procura trabalho

O número de desempregados registados nos centros de emprego voltou a diminuir em maio, mantendo a tendência de recuperação do mercado laboral português. Segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), estavam inscritos 274.766 desempregados nos serviços de emprego do Continente e das Regiões Autónomas, menos 8,7% do que no mesmo mês de 2025 e menos 3% face a abril.

No final de maio, os desempregados representavam 66% dos 416.487 pedidos de emprego registados pelo IEFP, sendo esta redução explicada sobretudo pela diminuição do número de inscritos há menos de 12 meses, dos candidatos à procura de um novo emprego e dos desempregados com mais de 25 anos.

A descida do desemprego verificou-se em todas as regiões do país, com maior expressão no Norte (-12,3%), nos Açores (-11,3%) e na Madeira (-9,7%).

Entre os grupos profissionais com maior peso entre os desempregados continuam a destacar-se os trabalhadores não qualificados (29,7%), os profissionais dos serviços pessoais, proteção e vendas (19,7%), os especialistas das atividades intelectuais e científicas (11,2%) e o pessoal administrativo (10,4%).

Por outro lado, os maiores recuos do desemprego verificaram-se entre agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta (-18,4%), trabalhadores qualificados da indústria e construção (-12,7%), pessoal administrativo (-12,1%) e operadores de instalações e máquinas (-11,9%). Em sentido inverso, apenas o grupo dos dirigentes, diretores e gestores executivos registou um aumento do desemprego, de 8,3%.

Menos desemprego, mas também menos oportunidades

Apesar da evolução positiva dos indicadores, os dados revelam que o mercado continua exigente. Durante maio foram recebidas apenas 11.321 ofertas de emprego pelos serviços do IEFP, menos 14,4% do que no período homólogo, enquanto as colocações efetuadas também diminuíram 10,8%, fixando-se em 7.822.

Na prática, embora existam menos pessoas à procura de trabalho, também há menos vagas disponíveis, aumentando a concorrência por cada oportunidade.

Neste contexto, especialistas em recrutamento defendem que a qualidade da candidatura assume um papel cada vez mais importante. Um currículo claro, atualizado e adaptado à função pode aumentar significativamente as hipóteses de passar a primeira fase de seleção e conseguir uma entrevista.

Ferramentas como um Avaliador de CVs permitem analisar gratuitamente um currículo, identificar pontos de melhoria e receber sugestões de otimização. Ao apresentar um CV mais completo e alinhado com as exigências dos recrutadores, os candidatos aumentam a probabilidade de captar a atenção das empresas e de avançar nos processos de recrutamento.

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Dos 241.468 candidatos inscritos à procura de novo emprego no Continente, cerca de 68,6% provinham do setor dos serviços, sobretudo das atividades imobiliárias, administrativas e de apoio às empresas.

Já o setor secundário representava 20,5% dos desempregados, com destaque para a construção, enquanto cerca de 4% tinham trabalhado na agricultura.

Ainda assim, o IEFP destaca que o desemprego diminuiu em todos os setores de atividade, com quedas de 15% na agricultura, 7,6% na indústria e 1,3% nos serviços.

Beneficiários do subsídio de desemprego voltam a diminuir

Também o número de beneficiários de prestações de desemprego voltou a recuar. Segundo o Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP), em maio existiam 177.545 beneficiários, menos 5,4% do que há um ano e menos 3,6% face a abril.

Trata-se do valor mais baixo desde julho de 2024, prolongando uma tendência de quatro meses consecutivos de descida.

O subsídio de desemprego foi atribuído a 144.154 pessoas, enquanto o valor médio mensal da prestação aumentou para 757,57 euros, mais 8,2% em termos homólogos.

As mulheres continuam a representar a maioria dos beneficiários, com 102.745 prestações atribuídas, contra 74.800 homens.

Casais desempregados e lay-off também registam descidas

O número de casais em situação de duplo desemprego caiu igualmente 10,9% em termos homólogos, existindo atualmente 4.304 casais com ambos os elementos inscritos nos centros de emprego.

Já o número de trabalhadores abrangidos pelo regime de lay-off fixou-se em 4.778 em maio. Embora represente uma subida homóloga de 1,1%, corresponde ao segundo mês consecutivo de redução face ao mês anterior, registando uma queda de 4,5%.

No conjunto, os indicadores divulgados pelo IEFP, pela Segurança Social e pelo GEP apontam para uma melhoria gradual do mercado de trabalho em Portugal. Ainda assim, a redução das ofertas de emprego mostra que a procura continua elevada, tornando cada candidatura mais competitiva e reforçando a importância de apresentar um currículo diferenciador.