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A taxa de desemprego em Portugal fixou-se em 6% em 2025, menos 0,4 pontos percentuais do que em 2024 e o valor anual mais baixo desde 2011, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Também a taxa de subutilização do trabalho recuou para 10,2%, menos 0,8 pontos percentuais face ao ano anterior, atingindo mínimos de 14 anos.
O desemprego jovem (16 aos 24 anos) situou-se em 19,5%, registando uma descida de 2,1 pontos percentuais, enquanto a proporção de desempregados de longa duração foi estimada em 36,8%, também abaixo da registada em 2024.
Em 2025 a população empregada atingiu uma média de 5,275 milhões de pessoas, mais 3,2% (163 mil) do que no ano anterior. Já a população desempregada foi estimada em 337,1 mil pessoas, menos 4% (14 mil).
Quarto trimestre confirma tendência positiva
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desemprego foi de 5,8%, menos 0,9 pontos percentuais do que no período homólogo e em linha com o trimestre anterior. A população desempregada manteve-se praticamente estável face ao trimestre precedente, mas diminuiu 11,4% em termos homólogos.
O desemprego jovem subiu ligeiramente face ao trimestre anterior, para 19,8%, mas manteve-se abaixo do valor registado no final de 2024.
Diferenças regionais
A taxa de desemprego superou a média nacional na Península de Setúbal (8%), no Norte (6%) e no Alentejo (5,9%). Foi inferior no Centro (4,5%), Madeira (4,9%), Açores (5,1%), Oeste e Vale do Tejo (5,2%) e Algarve (5,3%), igualando a média nacional na Grande Lisboa.
Na comparação homóloga, a taxa de desemprego aumentou apenas em duas regiões, com destaque para a Península de Setúbal, e diminuiu nas restantes, sobretudo na Grande Lisboa.
Subutilização, inatividade e teletrabalho
A subutilização do trabalho abrangeu 571,2 mil pessoas no último trimestre do ano, menos 8,7% face ao período homólogo. A respetiva taxa fixou-se em 9,9%, menos 1,2 pontos percentuais em termos anuais.
A população inativa com 16 ou mais anos totalizou 3,73 milhões, com uma taxa de inatividade de 39,7%, inferior à registada um ano antes.
Já o teletrabalho continuou a ganhar peso: 21,2% da população empregada trabalhou a partir de casa no quarto trimestre de 2025, mais 1,8 pontos percentuais do que no trimestre anterior e 0,7 pontos percentuais acima do valor homólogo.