domingo, 18 jan. 2026

CTT. Sai João Bento e entra Guy Pacheco

João Bento foi nomeado para o conselho de administração dos CTT a 20 de abril de 2017, como administrador não executivo, e tornou-se CEO a 22 de maio de 2019.
CTT. Sai João Bento e entra Guy Pacheco

João Bento vai deixar de ser CEO dos CTT, depois de concluir o atual mandato e após ter completado 65 anos. Guy Pacheco, até aqui CTO, será eleito na próxima AG como CEO e João Sousa como CCO para o mandato 2026-28, mantendo assim "um núcleo de executivos já envolvidos na definição e execução da estratégia dos dois últimos mandatos".

Raul Galamba, presidente do conselho de administração dos CTT, revela que "tendo o João Bento tomado a sua decisão de deixar funções executivas, importa sublinhar o seu enorme contributo para que os CTT sejam agora uma empresa renovada, com ambição e perspetivas de liderança no mercado Ibérico de logística de e-commerce.”

E esclarece que, "ao longo dos últimos meses, foi levado a cabo um ponderado processo no âmbito da política para a seleção, avaliação e sucessão dos membros dos órgãos de administração e supervisão dos CTT que culminará com a proposta do Guy Pacheco como CEO dos CTT para o mandato 2026-2028, mantendo-se o João Sousa como CCO. Temos já identificado um novo CFO, que será anunciado em breve. Confiantes nesta proposta, reafirmamos a ambição e os objetivos divulgados no Capital Markets Day de novembro passado", acrescenta o chairman dos CTT.

Agora de saída, João Bento afirma: "Sinto-me muito honrado, privilegiado mesmo, por ter tido a oportunidade de conduzir os CTT ao longo desta fase da sua vida. Há muito que decidira terminar funções executivas aos 65 anos, e apenas uma sensação de missão não-cumprida me teria feito alterar tal decisão. Felizmente, não só não é o caso, como também está assegurada a sucessão de forma muito sólida, pelo que partirei sentindo-me muito realizado com o que ajudei a fazer e muito tranquilo quanto ao futuro da empresa e da sua liderança”.

Recorde-se que João Bento foi nomeado para o Conselho de Administração dos CTT a 20 de abril de 2017, como administrador não executivo, e tornou-se CEO a 22 de maio de 2019. Durante o seu mandato como CEO dos CTT, liderou um "ciclo de transformação profunda e bem-sucedida" da empresa, que passou de um operador postal português para um player líder em logística na Península Ibérica.

De acordo com os CTT, algum dos marcos-chave deste ciclo incluem "a reabertura de todas as lojas encerradas em sedes de concelho; o turn-around do negócio de Expresso & Encomendas em Espanha; a defesa da necessidade de uma nova lei postal e o consequente novo contrato de concessão do serviço público de correio; o crescimento e consolidação do Banco CTT e o estabelecimento da parceria de capital com a Generali; a criação de uma Divisão de Engenharia na sequência do desenvolvimento e expansão dos cacifos Locky; a aquisição da Cacesa e o estabelecimento da parceria de joint venture com a DHL".

Como resultado, entre 2018 e os nove meses de 2025, as receitas e o EBIT recorrente dos CTT cresceram a um ritmo médio[2] de, respetivamente, 8,5% e 7,5% e o negócio de Expresso & Encomendas tornou-se aquele que mais contribui para as receitas e para o EBIT recorrente – 47% e 46% –, e para o crescimento. Durante este período, os CTT ainda estabeleceram uma política clara de remuneração acionista e concretizaram três programas de recompra de ações, totalizando 11% do capital social anterior.

Já Guy Pacheco foi nomeado para o Conselho de Administração dos CTT em dezembro de 2017 como CFO[3] e, desde então, desempenhou um papel fundamental no percurso da empresa, estando diretamente envolvido na definição e execução das decisões estratégicas, operacionais e de afetação de capital dos CTT ao longo de dois mandatos de gestão completos. Como CFO, é responsável pelo planeamento e controlo, contabilidade e fiscalidade, gestão de instalações, compras, imobiliário, finanças corporativas e relações com investidores. No entanto, o seu âmbito de atuação vai muito além das funções financeiras estritas, cobrindo capacidades empresariais que são chave para a criação de valor dos CTT, escalabilidade e competitividade de longo-prazo, incluindo sistemas de informação, engenharia e manutenção, estratégia de operações, e transformação. É também administrador não executivo do Banco CTT desde 2018.