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As novas operações de crédito aos particulares atingiram um máximo histórico em março, ultrapassando pela primeira vez os 4.000 milhões de euros, num sinal de forte dinamismo no acesso ao financiamento.
De acordo com o Banco de Portugal, no total, foram registados 4.057 milhões de euros em novas operações — que incluem contratos novos e renegociações — mais 978 milhões face a fevereiro e 754 milhões acima do mesmo mês de 2025.
Os novos contratos de crédito a particulares somaram 3.304 milhões de euros, com destaque para o crédito à habitação, que atingiu 2.238 milhões de euros, também um máximo histórico.
Já o crédito ao consumo subiu para 734 milhões de euros, enquanto os empréstimos para outros fins chegaram aos 333 milhões.
As renegociações totalizaram 753 milhões de euros, impulsionadas sobretudo pelo crédito à habitação.
No crédito ao consumo, a taxa de juro média desceu para 8,77%, mantendo-se ainda acima da média da zona euro (7,46%). Portugal registou a sexta taxa mais elevada entre os países do euro. Nos empréstimos para outros fins, a taxa média fixou-se em 3,41%.
Crédito às empresas também cresce
O financiamento às empresas acompanhou a tendência, com novas operações a atingirem 3.641 milhões de euros em março, mais 1.168 milhões do que em fevereiro.
A taxa de juro média neste segmento desceu para 3,53%, refletindo uma ligeira redução do custo do crédito.
Também o crédito ao consumo registou máximos históricos, com 944 milhões de euros contratados em março, distribuídos por 161.983 contratos — mais 24,1% do que há um ano.
O crédito pessoal representou 450 milhões de euros, o crédito automóvel 360,7 milhões e o crédito renovável (como cartões de crédito) 133,3 milhões.
O custo médio mais elevado continua a verificar-se no crédito renovável, com uma taxa de 17,9%, seguido do crédito pessoal (11,9%) e do automóvel (10,2%).
No final de março, existiam 6,41 milhões de contratos de crédito ativos em Portugal, num total de 24.567 milhões de euros.
O crédito automóvel concentra a maior fatia do montante em dívida, enquanto o crédito renovável lidera em número de contratos.