segunda-feira, 09 fev. 2026

Combustíveis voltam a subir na próxima semana

No último trimestre de 2025, a carga fiscal representou 56,5% do preço final da gasolina 95, 51,4% do gasóleo rodoviário e 39,0% do autogás
Combustíveis voltam a subir na próxima semana

A próxima semana deverá trazer uma nova subida no preço dos combustíveis. Segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP), que cita fontes do setor, o gasóleo simples, combustível mais utilizado em Portugal, deverá aumentar 2,5 cêntimos por litro, enquanto a gasolina simples 95 deverá encarecer um cêntimo.

Assim, o preço médio do gasóleo simples passará para 1,56 euros por litro, ao passo que o preço médio da gasolina simples 95 deverá situar-se nos 1,667 euros por litro.

Os valores já refletem os descontos praticados pelas gasolineiras e incluem a revisão das medidas fiscais temporárias aplicadas pelo Governo para mitigar o impacto da subida dos preços.

Segundo dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), esta sexta-feira o preço médio do litro de gasóleo em Portugal era de 1,535 euros, enquanto o da gasolina se situava nos 1,657 euros.

O ACP recorda que estas previsões partem do pressuposto da manutenção das medidas extraordinárias de redução fiscal, nomeadamente a compensação da receita adicional do IVA e a redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP).

No entanto, o clube nota que o Governo tem vindo a reverter gradualmente essas medidas, sempre que os preços descem para níveis considerados baixos.

Combustíveis desceram no final de 2025

Apesar da subida agora prevista, os combustíveis registaram quedas na reta final de 2025, segundo dados divulgados pela EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes.

No quarto trimestre de 2025, o preço médio de venda ao público (PMVP) da gasolina 95 caiu 0,5% face ao período homólogo, enquanto o do gasóleo rodoviário recuou 1,0%. O GPL Auto registou uma ligeira subida em cadeia, mas manteve-se abaixo dos valores do mesmo período de 2024.

De acordo com a antiga Apetro, no caso da gasolina 95, a descida das cotações internacionais e do custo de incorporação de biocombustíveis foi parcialmente anulada pela subida dos custos de armazenagem, distribuição e comercialização e pelo aumento do ISP.

No gasóleo rodoviário, a descida do PMVP foi influenciada sobretudo pela queda das cotações, apesar da subida do ISP. Já no autogás, o aumento trimestral esteve ligado à subida das cotações e dos custos com biocombustíveis.

No último trimestre de 2025, a carga fiscal representou 56,5% do preço final da gasolina 95, 51,4% do gasóleo rodoviário e 39,0% do autogás.