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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou lucros de 397 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 1% face ao mesmo período de 2025, anunciou esta sexta-feira o banco público.
Apesar da subida dos resultados líquidos, a margem financeira — indicador que mede a diferença entre os juros cobrados nos créditos e os juros pagos nos depósitos — caiu 3%, para 616 milhões de euros.
Já as comissões aumentaram 1,4%, atingindo 149 milhões de euros entre janeiro e março, acima dos 147 milhões registados no período homólogo.
Segundo os dados divulgados pelo banco à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a atividade doméstica da CGD gerou 348 milhões de euros em lucros, menos 2% do que no primeiro trimestre de 2025.
A atividade internacional contribuiu com 49 milhões de euros para os resultados do grupo, representando 12% do lucro total, acima dos 9% registados no mesmo período do ano passado.
O volume de negócios da instituição atingiu um valor recorde de 158 mil milhões de euros, mais 6% do que há um ano.
Em Portugal, os recursos totais do banco ascenderam a 104 mil milhões de euros, impulsionados pelo reforço dos depósitos e de produtos fora de balanço.
A carteira de crédito a clientes em território nacional cresceu 3,4%, com destaque para o aumento do financiamento às empresas institucionais, que subiu 852 milhões de euros, e para os particulares, sobretudo no crédito à habitação.
O financiamento para compra de casa aumentou 835 milhões de euros, enquanto o crédito ao consumo cresceu 54 milhões.
A produção de crédito à habitação alcançou cerca de 1.600 milhões de euros nos primeiros meses do ano, representando um crescimento de 41%.
“Continuamos a financiar uma em cada três casas que os jovens compram através de financiamento”, afirmou Paulo Macedo durante a apresentação dos resultados, citado pela agência Lusa.
Também o crédito a empresas registou forte crescimento, com o novo financiamento ao investimento a atingir 2.200 milhões de euros, mais 65% do que no mesmo período de 2025.
Segundo Paulo Macedo, os setores da agricultura, imobiliário e construção, indústria transformadora, comércio, alojamento e restauração apresentaram crescimentos acima da média do mercado.