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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) apresentou um lucro de 1,9 mil milhões de euros, um aumento de 9% face ao ano anterior. Trata-se de um resultado histórico do banco público que irá permitir à instituição financeira liderada por Paulo Macedo o pagamento «do maior dividendo de sempre da banca portuguesa, no valor de 1.250 milhões de euros», o equivalente a 66% do resultado líquido.
A margem financeira consolidada – diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos –atingiu 2,5 mil milhões de euros, traduzindo uma redução de 276 milhões de euros (-10%) face a 2024. Um comportamento que está relacionado essencialmente com a descida das taxas de juro de mercado. Ainda assim, este efeito foi compensado pelo aumento de 3,9 mil milhões de euros no crédito concedido em Portugal, bem como pelo reforço do investimento em instrumentos de dívida.
O resultado de serviços e comissões estabilizou nos 587 milhões de euros, enquanto os resultados de operações financeiras ascenderam a 335 milhões de euros, um aumento de 201 milhões de euros face ao ano anterior. É certo que os ganhos registados no ano passado foram fortemente influenciados pelo ganho não recorrente no valor de 188 milhões de euros, relativo à venda da participação da Caixa na ADP – Águas de Portugal.
Por seu lado, os custos de estrutura registaram um acréscimo de 9 milhões de euros (+1%) face ao ano de 2024, no entanto, os custos com pessoal recorrentes estabilizaram face ao período homólogo. A Caixa fechou o ano com 884 balcões (menos dois face a 2024) e 10.550 trabalhadores (menos 267).