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O preço do cabaz alimentar essencial monitorizado pela DECO Proteste voltou a subir e atingiu um novo máximo histórico. Esta semana, o conjunto de 63 produtos custa 254,40 euros, mais 0,08 euros do que na semana anterior.
De acordo com a associação, trata-se do valor mais elevado desde o início da monitorização, em 2022.
Os dados mostram uma subida expressiva no custo de vida alimentar, com um aumento de 12,57 euros desde o início de 2025, de 17,46 euros face a há um ano (mais 7,37%) e uma subida de 66,70 euros desde 2022 (mais 35,53%).
Ou seja, em pouco mais de três anos, o mesmo cabaz ficou mais caro em mais de um treço do valor.
Legumes lideram aumentos da última semana
Entre 18 e 25 de março, os produtos com maiores subidas percentuais foram a curgete, que subiu 17% (2,75€), o tomate chucha, que teve um aumento de 15% (2,60€) e a cebola (+10%, 1,42€)
Em comparação com o ano passado destacam-se aumentos significativos em:
Couve-coração: +53% (1,87€)
Café torrado moído: +39% (5,15€)
Robalo: +39% (9,81€/kg)
No que diz respeito aos produtos que mais encareceram desde 2022, ano do início da análise, os maiores aumentos registados foram na Carne de novilho para cozer (122%), couve-coração (88%) e os ovos (84%).
Cabaz inclui bens essenciais do dia a dia
O cabaz da DECO Proteste inclui 63 produtos essenciais, entre:
Carne e peixe (frango, pescada, carapau)
Frutas e legumes (batata, banana, maçã)
Laticínios (leite, queijo, manteiga)
Mercearia (arroz, massa, açúcar)
Apesar de oscilações semanais pequenas, a tendência mantém-se: os preços continuam elevados e com pressão acumulada, dificultando a gestão do orçamento familiar