sexta-feira, 17 abr. 2026

Cabaz alimentar atinge novo máximo de 254 euros

Apesar de oscilações semanais pequenas, a tendência mantém-se: os preços continuam elevados e com pressão acumulada, dificultando a gestão do orçamento familiar
Cabaz alimentar atinge novo máximo de 254 euros

O preço do cabaz alimentar essencial monitorizado pela DECO Proteste voltou a subir e atingiu um novo máximo histórico. Esta semana, o conjunto de 63 produtos custa 254,40 euros, mais 0,08 euros do que na semana anterior.

De acordo com a associação, trata-se do valor mais elevado desde o início da monitorização, em 2022.

Os dados mostram uma subida expressiva no custo de vida alimentar, com um aumento de 12,57 euros desde o início de 2025, de 17,46 euros face a há um ano (mais 7,37%) e uma subida de 66,70 euros desde 2022 (mais 35,53%).

Ou seja, em pouco mais de três anos, o mesmo cabaz ficou mais caro em mais de um treço do valor.

Legumes lideram aumentos da última semana

Entre 18 e 25 de março, os produtos com maiores subidas percentuais foram a curgete, que subiu 17% (2,75€), o tomate chucha, que teve um aumento de 15% (2,60€) e a cebola (+10%, 1,42€)

Em comparação com o ano passado destacam-se aumentos significativos em:

  • Couve-coração: +53% (1,87€)

  • Café torrado moído: +39% (5,15€)

  • Robalo: +39% (9,81€/kg)

No que diz respeito aos produtos que mais encareceram desde 2022, ano do início da análise, os maiores aumentos registados foram na Carne de novilho para cozer (122%), couve-coração (88%) e os ovos (84%).

Cabaz inclui bens essenciais do dia a dia

O cabaz da DECO Proteste inclui 63 produtos essenciais, entre:

  • Carne e peixe (frango, pescada, carapau)

  • Frutas e legumes (batata, banana, maçã)

  • Laticínios (leite, queijo, manteiga)

  • Mercearia (arroz, massa, açúcar)

Apesar de oscilações semanais pequenas, a tendência mantém-se: os preços continuam elevados e com pressão acumulada, dificultando a gestão do orçamento familiar