sexta-feira, 13 mar. 2026

Lucros do BCP sobem 12% para 1.018,6 milhões em 2025

O número de colaboradores na atividade em Portugal fixou-se em 6.046 colaboradores no final de 2025, menos 157 colaboradores do que em 31 de dezembro de 2024. Em relação aos balcões, a instituição financeira liderada por Miguel Maya viu a sua estrutura cair de 398 para 38.
Lucros do BCP sobem 12% para 1.018,6 milhões em 2025

O BCP apresentou um resultado de 1.018,6 milhões, em 2025, o que representa uma subida de 12% face a igual período do ano passado. Só a atividade em Portugal aumentou 10,6% tendo-se situado nos 869,4 milhões de euros em 2025, que compara com 786,4 milhões de euros em 2024.

“O crescimento do resultado líquido do Grupo face a 2024 foi determinado pelo desempenho favorável quer da atividade em Portugal, quer da subsidiária polaca, sendo que os resultados apresentados pelo Millennium bim em Moçambique se revelaram inferiores aos alcançados no ano anterior, condicionados pelos impactos associados à dívida soberana daquele país”, revelou a instituição financeira, em comunicado.

E afirmou: “O aumento significativo dos resultados em operações financeiras do Grupo, de 5,0 milhões de euros em 2024 para 105,6 milhões de euros em 2025 (+100,6 milhões de euros), também contribuiu em larga medida para a evolução favorável dos resultados consolidados no último ano, ficando a dever-se maioritariamente à redução dos custos suportados pela subsidiária polaca com a conversão de créditos hipotecários concedidos em francos suíços, na sequência dos acordos entretanto celebrados com os clientes, devido à utilização, em 2025, de provisões constituídas para esse efeito”.

Em 2025, a margem financeira do grupo ascendeu a 2.898,1 milhões de euros, 2,4% acima do montante alcançado no ano anterior. Esta evolução deve-se ao desempenho da atividade internacional, sobretudo da subsidiária polaca, sendo que na atividade em Portugal, a margem financeira permaneceu estável face ao montante apurado no ano anterior. Com efeito, na atividade em Portugal, a margem financeira totalizou 1.338,2 milhões de euros em 2025, mantendo-se em linha (+0,2%) com o montante apurado em 2024.

Na atividade em Portugal, a taxa de margem financeira, influenciada principalmente pela redução das taxas de juro subjacentes ao crédito concedido a clientes, evoluiu de 2,21% em 2024, para 2,10% no ano corrente. Neste período, a Euribor a 6 meses evoluiu de 3,48% para 2,20% (média acumulada dos 12 meses de 2024 e de 2025, respetivamente).

A comissões líquidas, no seu conjunto, totalizaram 847,4 milhões de euros, apresentando um crescimento de 4,3% face aos 812,7 milhões de euros registados no ano anterior, determinado pelo desempenho da atividade em Portugal. Na atividade internacional o montante das comissões líquidas manteve-se em linha (+0,5%) com o montante apurado no ano anterior. Na atividade em Portugal, as comissões líquidas totalizaram 626,0 milhões de euros no final de 2025, correspondendo a um crescimento de 5,6% face aos 592,5 milhões de euros apurados em 2024.

Por seu lado, os custos operacionais situaram-se 8,3% acima dos 1.306,1 milhões de euros apurados no ano anterior, totalizando 1.415,1 milhões de euros no final de 2025. No entanto, a entidade liderada por Miguel Maya, disse ainda que “os custos operacionais foram superiores aos registados em 2024, quer na atividade em Portugal quer nas subsidiárias polaca e moçambicana, apesar de em menor escala”. Só no mercado nacional, os valores totalizaram 718,9 milhões de euros em 2025, situando-se 7,0% acima dos 671,9 milhões de euros apurados em 2024, em que os custos com o pessoal stated totalizaram 415,9 milhões de euros no final do ano passado.

O número de colaboradores na atividade em Portugal fixou-se em 6.046 colaboradores no final de 2025, menos 157 colaboradores do que em 31 de dezembro de 2024. Em relação aos balcões, a instituição financeira liderada por Miguel Maya viu a sua estrutura cair de 398 para 389.

O crédito a clientes (crédito bruto) fixou-se em 43.211 milhões de euros em 31 de dezembro de 2025, situando-se 9,3% acima dos 39.517 milhões de euros apurados no final de 2024. Já o crédito a empresas registou um aumento de 7,5% face ao final de 2024, cifrando-se em 18.741 milhões de euros no final de 2025. “Esta evolução positiva ocorre num contexto de recuperação do investimento, contrariando o efeito de reembolso das linhas Covid e da redução de NPE neste segmento”, salienta a instituição financeira.